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Segurança

Polícia Civil prende 30 integrantes de facção criminosa em cinco cidades do Espírito Santo

A Operação Churchill, coordenada pela Denarc de Colatina, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em cinco municípios capixabas

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, nesta quinta-feira (23), pelo menos 30 integrantes da organização criminosa denominada "Tropa do Urso". A ação, batizada de Operação Churchill, ocorreu em cinco cidades do estado e mira suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.

As forças de segurança apontam que o grupo possui ligação com a facção Comando Vermelho (CV). A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Colatina e mobilizou cerca de 105 agentes em diversas frentes.

A Justiça expediu 42 mandados, entre prisões temporárias e de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Colatina, Cariacica, Serra, Aracruz e Águia Branca.

Para o cumprimento das diligências, a Denarc contou com o apoio de diversas unidades, incluindo a Superintendência de Polícia Regional Noroeste, a Superintendência de Polícia Regional Norte e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Também participaram a Polícia Militar e o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

O nome da ofensiva faz referência à cidade de Churchill, no Canadá, local conhecido pela alta concentração de ursos. A escolha foi feita em alusão ao nome da organização criminosa investigada pelas autoridades.

Antecedentes e investigações

A "Tropa do Urso" já era alvo de monitoramento das forças de segurança. Em abril de 2025, uma investigação da Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e busca em Colatina e na Serra, detalhando a conexão do grupo com lideranças do Comando Vermelho no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

Naquela ocasião, as autoridades identificaram que ordens para o tráfico de drogas e homicídios eram transmitidas em tempo real por meio de aplicativos de mensagens. A investigação federal avançou após a análise de celulares apreendidos com integrantes da facção.

Em fevereiro deste ano, o grupo voltou a ser investigado após criminosos cortarem cabos de internet no bairro Operário, em Colatina. Segundo a Polícia Militar, o corte de fios deixou cerca de 600 famílias sem conexão e tinha o objetivo de forçar os moradores a contratar um provedor clandestino controlado pela organização criminosa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.