Operação da PGFN lacra postos de combustíveis clandestinos em São Paulo
Ação conjunta entre PGFN e outros órgãos busca desmantelar esquema de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.
Por Redação Diário Local
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) deflagrou, nesta sexta-feira (28), a Operação Bomba Oculta para interditar postos de combustíveis clandestinos que funcionavam sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A ofensiva visa desmantelar um esquema de fraudes, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro no setor.
Durante a ação, realizada na cidade de São Paulo, equipes de fiscalização lacraram postos de combustíveis que operavam de forma irregular. A operação contou com o trabalho conjunto da Receita Federal e da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz/SP).
A força-tarefa também incluiu a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) e a Polícia Civil. A participação da ANP foi fundamental para identificar as unidades que não possuíam a devida autorização para comercializar produtos.
Como parte das medidas administrativas, a PGFN informou que 1,2 mil CNPJs e 228 inscrições estaduais serão tornados inaptos. A medida tem como objetivo principal bloquear as contas bancárias das empresas envolvidas.
Além do bloqueio financeiro, as sanções pretendem impedir a emissão eletrônica de documentos fiscais pelos estabelecimentos investigados. A estratégia busca asfixiar o fluxo de caixa das organizações que atuam na ilegalidade.
A Operação Bomba Oculta é um desdobramento direto da Operação Carbono Oculto, que foi iniciada há um ano. As investigações anteriores revelaram a infiltração de grupos do crime organizado na cadeia nacional de combustíveis.
O foco das autoridades é desarticular a estrutura logística de grupos que utilizam postos irregulares para ocultar a origem de recursos ilícitos. A ação busca garantir a ordem fiscal e a segurança do mercado de energia.
As autoridades seguem monitorando a movimentação de novos estabelecimentos que apresentem indícios de funcionamento sem registro. O objetivo é impedir que novos esquemas de sonegação e lavagem de dinheiro sejam estabelecidos no setor.
