Polícia Federal investiga grupo que movimentou R$ 145 milhões com compra e venda de autopeças
Operação Peça-Chave cumpre mandados em Mato Grosso do Sul e São Paulo para investigar lavagem de dinheiro e contrabando.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Peça-Chave para investigar um grupo suspeito de comercializar autopeças estrangeiras de forma irregular. A ação também apura a lavagem de dinheiro proveniente das vendas ilícitas.
As investigações apontam que o esquema envolvia a compra de peças na região de fronteira e a posterior distribuição para empresas em outros estados. O foco principal do envio das mercadas irregulares seria o estado de São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação. As diligências ocorreram nos municípios de Ponta Porã (MS), São Paulo (SP), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP).
A ofensiva contou com o apoio operacional da Receita Federal para o cumprimento das ordens judiciais. O objetivo é desarticular a logística de movimentação das peças sem a devida tributação.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo apresentava indícios de uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 145 milhões. Esse montante teria sido movimentado por meio de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos suspeitos.
Para ocultar a origem do dinheiro obtido com o comércio irregular, os investigados utilizavam uma estrutura de empresas de fachada. O esquema contava também com o uso de notas fiscais com indícios de fraude.
As apurações indicam que a região de fronteira era o ponto estratégico para a aquisição das autopeças de origem estrangeira. A partir da fronteira, os itens eram remetidos para o interior do país.
O transporte das mercadorias ocorria mediante o uso de documentação fiscal irregular, buscando burlar a fiscalização. Esse método garantia a entrada e a circulação dos produtos sem o registro oficial.
A Polícia Federal trabalha para identificar o alcance total da rede de empresas envolvidas no processo. A investigação busca entender como o fluxo de caixa era distribuído entre os integrantes do grupo.
Os envolvidos na operação poderão responder por diversos crimes previstos no Código Penal. Entre as acusações possíveis estão o descaminho e a lavagem de capitais.
Além disso, a conduta do grupo está sendo analisada sob a ótica de associação ou organização criminosa. A PF busca confirmar o nível de articulação entre os envolvidos.
A operação continua em curso para coletar novas evidências sobre a estrutura financeira dos investigados. Novos mandados podem ser expedidos conforme o avanço dos trabalhos de campo.
As peças apreendidas passam por perícia para confirmar a irregularidade da documentação e a origem estrangeira dos componentes. O material recolhido servirá como prova no inquérito.
A Polícia Federal e a Receita Federal reforçam a atuação conjunta no combate ao contrabando e ao descaminho em áreas de fronteira. A medida visa reduzir o prejuízo aos cofres públicos e ao mercado nacional.
