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Investigação

PF investiga teia de lavagem de dinheiro de casa de apostas com sedes em cinco países

Operação da Polícia Federal aponta esquema de envio de recursos para o exterior por meio de contratos simulados ao longo de 13 anos

Por Redação Diário Local

Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta-feira (13) identificou uma estrutura de envio de dinheiro para o exterior ligada à casa de apostas Pixbet. O esquema envolveria o uso de empresas em cinco países diferentes para realizar lavagem de dinheiro e evasão de divisas ao longo de 13 anos.

De acordo com as investigações, o capital era enviado ao exterior e retornava ao Brasil por meio de contratos simulados de prestação de serviços. O grupo utilizou diversas jurisdições para mascarar a origem e o destino dos recursos, operando tanto no Brasil quanto em estruturas estrangeiras.

Como funcionava o esquema internacional

A Polícia Federal apontou que, em Curaçao, foram utilizadas três empresas offshore para simular transações: a Pix Brasilian N.V., a G2E Games NV e a Globalstar Investments Limited N.V. As notas fiscais referentes aos supostos serviços prestados a essas empresas eram referenciadas nos Países Baixos.

O histórico das operações mostra mudanças na localização das sedes ao longo do tempo. Em 2021, a Bettergames Entertainment, que controlava o site da Pixbet, era sediada na Costa Rica. Naquele período, o processamento das transações ficava sob responsabilidade da Latam Entertainment Limited, com sede em Malta.

Antes desse intervalo, por volta de 2013, a responsabilidade pelo processamento dos pagamentos era da Globalstar Investments Europe LP, sediada em Edimburgo, na Escócia. O uso de diferentes países permitia a movimentação da engrenagem por mais de uma década.

Envolvimento de escritório de advocacia

A investigação também relaciona o escritório de Nelson Wilians ao esquema. Segundo a Polícia Federal, a banca de advocacia teria emitido notas fiscais que somam mais de R$ 30 milhões por serviços supostamente prestados às empresas localizadas em Curaçao.

Em nota sobre o caso, Wilians afirmou que a relação mantida com a Pixbet é de natureza estritamente profissional. Ele também manifestou preocupação com o risco de criminalização da atividade de advocacia.

A Pixbet permanece com sua plataforma em operação. A defesa da casa de apostas não enviou manifestação até o momento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.