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PF apreende lista com cerca de 20 políticos ligados a investigação contra bicheiro Adilsinho

Documento encontrado na cabeceira do bicheiro reúne registros de supostos pagamentos indevidos e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.

Por Diário Local

A Polícia Federal apreendeu uma lista contendo cerca de 20 nomes de políticos supostamente relacionados a movimentações financeiras investigadas em operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O documento foi encontrado em uma mala de couro na cabeceira do investigado durante as buscas da 5ª fase da Operação Unha e Carne, realizada nesta quinta-feira (2/7).

O material reúne registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras associadas a um esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do jogo do bicho. A ação investiga possíveis conexões entre os investigados e integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o documento também faz referência a planilhas oriundas da Operação Fumus, deflagrada em 2021. Esses registros indicariam pagamentos indevidos e "mesadas" destinadas a pelo menos 20 políticos do estado.

Prisões na operação

Na quinta-feira, foram expedidos mandados de prisão contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e o pastor e empresário Márcio Poncio. Bacellar, que já estava preso, foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, e deverá ser transferido do presídio de Bangu 8 para uma unidade prisional federal.

Poncio foi preso preventivamente em um apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ele é investigado por suposta ligação com a chamada "Máfia do Cigarro".

Adilsinho, apontado pela PF como "capo da Máfia do Cigarro" no Rio de Janeiro, está preso desde fevereiro e voltou a ser alvo de mandado de prisão na operação desta quinta-feira.

Medidas judiciais

A decisão judicial também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões como parte das medidas adotadas no âmbito da investigação.

As apurações que resultaram nesta operação foram iniciadas em 2021.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.