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Vereadora de Esmeraldas é presa por suspeita de mandar matar fiscal em operação contra "tribunal do crime"

Carla da Pizzaria é investigada por supostamente ordenar execução de servidor público em dezembro; Polícia Civil prende também três suspeitos de executores.

Por Diário Local

A vereadora Carla Nicolau de Oliveira Ferreira, de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi presa nesta sexta-feira (3/7) pela Polícia Civil de Minas Gerais. Ela é investigada por supostamente ter procurado integrantes de uma organização criminosa e informado que o fiscal de obras da Prefeitura de Esmeraldas, Claudinei Pereira Nunes, de 40 anos, seria um informante da polícia. A partir dessa denúncia, criminosos teriam executado o servidor público.

Claudinei foi atingido por cerca de 15 disparos na noite de 23 de dezembro de 2025, no bairro Quintas São José, quando voltava das compras para a ceia de Natal com a esposa e três filhos — um bebê de quatro meses e duas crianças, de 7 e 11 anos. O fiscal morreu no local, diante da família. Nenhum dos familiares foi ferido.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Juiz Paralelo, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e outros crimes na região. Conforme a Polícia Civil, o grupo mantinha um "tribunal do crime", utilizado para julgar e executar vítimas conforme os interesses da organização.

Além de Carla, outros três investigados foram presos: William Douglas Silva Santana, conhecido como "Doguinha", Leandro Richard Teixeira, chamado de "Bitoca", e Matheus Alves dos Santos, o "Paçoca". Eles são apontados como executores do homicídio. Outros quatro investigados seguem foragidos.

De acordo com a Polícia Civil, a operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As investigações ocorreram em duas etapas: a primeira focou em identificar e prender os executores; a segunda avançou sobre as lideranças da organização criminosa e suspeitos de participação no planejamento da execução.

A motivação do crime estaria ligada a uma rixa pessoal e política entre a vereadora e a vítima. O crime causou grande comoção na cidade pela violência da execução, ocorrida às vésperas do Natal.

Carla cumpre o segundo mandato consecutivo como vereadora de Esmeraldas. Ela foi eleita pela primeira vez para a legislatura de 2021 a 2024 e reeleita para o mandato de 2025 a 2028. Desde o crime em dezembro, vinha trabalhando normalmente na Câmara Municipal.

Em nota, a Câmara Municipal de Esmeraldas informou que até o momento não recebeu comunicação oficial dos órgãos competentes sobre os fatos envolvendo a vereadora. A Casa afirmou que, caso haja comunicação formal, analisará o caso dentro de suas atribuições legais e regimentais e adotará as providências cabíveis, se necessário. O Legislativo reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito ao devido processo legal.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.