Polícia Federal e Paraguai iniciam operação contra cultivo de cannabis na fronteira
A 56ª fase da Operação Nova Aliança foca no combate ao cultivo ilícito de cannabis e às organizações criminosas transnacionais.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai iniciam nesta segunda-feira (27) a 56ª fase da Operação Nova Aliança. A ação conjunta tem como foco o combate ao cultivo ilícito de cannabis e o enfrentamento de organizações criminosas transnacionais na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
A ofensiva, que deve seguir até o dia 7 de agosto, é resultado de um esforço de cooperação entre os dois países para combater o narcotráfico. Para o cumprimento das atividades, as equipes contarão com o apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai.
Nesta nova fase da operação, o foco principal das autoridades está concentrado na identificação e destruição de plantações ilegais. O trabalho será realizado por meio de operações aéreas e terrestres em pontos estratégicos da região fronteiriça.
Além da destruição das plantações, o objetivo das forças de segurança é desarticular as estruturas logísticas responsáveis pela produção e pelo armazenamento de drogas. A ação busca atingir diretamente o funcionamento das organizações criminosas que operam na área.
A Operação Nova Aliança é uma iniciativa de segurança integrada que ocorre desde 2012. Ao longo dos anos, as ações conjuntas entre Brasil e Paraguai têm buscado fortalecer o controle sobre o tráfico de entorpecentes no território.
Recuperação de áreas degradadas
A operação também contempla medidas voltadas para o impacto ambiental causado pelo tráfico. O plano prevê a recuperação de áreas que foram degradadas pelo cultivo ilegal de cannabis na região.
Segundo as autoridades, a recuperação dessas áreas será conduzida por instituições paraguaias. A medida visa mitigar os danos causados ao ecossistema local pelo uso de substâncias e práticas de plantio clandestinas.
A mobilização conjunta reforça a estratégia de inteligência e ação prática para reduzir o controle das organizações transnacionais sobre a faixa de fronteira, unindo recursos de comando e controle de ambos os Estados.
