Policial militar é preso por suspeita de matar conselheira tutelar em Jacuí após conflito por relacionamento
Investigação aponta que sargento confessou o crime e ocultação do corpo após discussão sobre relacionamento amoroso
Por Redação Diário Local
A Justiça manteve presa a prisão preventiva do 3º sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira, de 43 anos, suspeito de matar a conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí (MG). O crime, investigado como feminicídio, ocorreu após uma discussão relacionada ao relacionamento afetivo entre os dois.
A audiência de custódia aconteceu na quarta-feira (26), e o pedido de prisão preventiva foi deferido pela Justiça. O militar, que confessou o assassinato e indicou o local onde o corpo foi ocultado, está detido no batalhão da Polícia Militar em Pouso Alegre e responderá pelo caso na Justiça Comum.
O que a investigação aponta sobre o crime
De acordo com os registros da Polícia Civil, familiares da vítima encontraram materiais que comprovam a proximidade entre Maryna e o sargento. Entre os itens localizados estavam diários, agendas com fotografias do militar e mensagens de natureza afetiva, incluindo expressões de carinho.
As investigações indicam que a última interação entre o casal ocorreu na manhã de sexta-feira (21), poucas horas antes do desaparecimento da conselheira. A família relatou ainda que houve episódios de tensão, incluindo supostas ameaças de Maryna de tornar o relacionamento público caso ele não cumprisse exigências ou realizasse transferências via Pix.
Uma publicação feita pela vítima cerca de um mês antes do desaparecimento, que continha uma imagem simbólica de um policial e uma sereia, também foi citada pelos parentes como uma possível referência ao vínculo que mantinha com o militar.
A versão do policial militar
Em depoimento, José Sérgio de Oliveira afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com Maryna há anos e que a discussão que antecedeu o crime começou por conta de mensagens em um aplicativo. Segundo o militar, a vítima teria interpretado uma mensagem apagada como uma possível traição.
O sargento relatou que, após a discussão, ele buscou Maryna em uma caminhonete e seguiu para uma área rural onde costumavam se encontrar. No local, ele alegou que a mulher insistiu para que ele assumisse publicamente a relação e que ela teria tentado agredi-lo com uma faca.
O policial afirmou ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima e, posteriormente, ocultado o corpo em uma região de mata. A Polícia Civil agora trabalha para confrontar o relato do suspeito com os resultados das perícias e os vestígios recolhidos no veículo utilizado no dia do crime.
