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Brasília

Mulher acusada de matar filha com cabo de computador em Brasília vai a júri nesta quinta-feira (27)

Jacivânia dos Santos Silva é acusada de dopar e estrangular a filha de 26 anos em um apartamento na Asa Norte.

Por Redação Diário Local

A mulher acusada de dopar e matar a própria filha por estrangulamento, utilizando um cabo de computador, vai a júri popular nesta quinta-feira (27), em Brasília. Jacivânia dos Santos Silva, de 53 anos, será julgada pelo Tribunal do Júri pelo crime ocorrido em maio de 2023, na Asa Norte.

No mesmo julgamento, Wesley Rodrigues Vaz, de 48 anos, também será submetido ao júri. Ele é acusado de fraude processual e favorecimento pessoal por ter tentado alterar a cena do crime para encobrir o homicídio.

O crime na Asa Norte

O crime aconteceu em 28 de maio de 2023, em um apartamento na Quadra 316 da Asa Norte. Segundo o processo, a vítima, Letícia Santos Silva, de 26 anos, apresentava transtorno de bipolaridade e havia tido um surto psicótico durante um passeio em um shopping antes de retornar para casa.

A acusação aponta que Jacivânia misturou medicamentos de uso controlado ao suco e ofereceu à filha sem o conhecimento dela. Após a jovem dormir, a mulher teria utilizado um cabo de computador para estrangulá-la. O filho da vítima, uma criança de 4 anos, teria presenciado o ocorrido.

A Justiça classificou o crime como praticado com meio cruel, por asfixia, e como feminicídio, envolvendo violência doméstica e familiar. Jacivânia foi denunciada por homicídio qualificado e pode enfrentar uma pena de 12 a 30 anos de prisão.

Acusação de fraude processual

Wesley Rodrigues Vaz, que atuava como secretário na igreja da família, é acusado de tentar desviar a investigação. De acordo com o processo, após o crime, a acusada teria confessado o ato ao homem, que simulou um arrombamento na porta do quarto da vítima para tentar caracterizar um suicídio.

Wesley também é acusado de ajudar a mulher a fugir e esconder-se logo após o ocorrido. Ele responde ao processo em liberdade e pode ser condenado a uma pena que varia de três meses a dois anos e seis meses de prisão.

Jacivânia chegou a ser solta em abril de 2024, mas voltou a ser presa após a Justiça determinar o retorno da custódia. Ela foi localizada e presa em Santa Bárbara de Goiás no dia 7 de julho de 2024.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.