Polícia Civil investiga festa em Vigário Geral com presença de fuzis e possível participação de traficante
Agentes apuram quem financiou o evento em Vigário Geral e investigam se o criminoso conhecido como Peixão estava no local.
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma festa realizada no último sábado (11) em Vigário Geral, na Zona Norte, que teve a presença de homens armados exibindo fuzis diante do público. Imagens do evento mostram criminosos apontando armamento de guerra para o alto durante apresentações musicais em um palco montado na comunidade.
Segundo as investigações, a celebração teria sido promovida para comemorar os 19 anos de domínio da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) no chamado Complexo de Israel. O conjunto de comunidades é formado por Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, onde residem cerca de 134 mil pessoas.
Os agentes trabalham na análise de vídeos que circulam nas redes sociais para identificar os envolvidos e apurar as circunstâncias da realização do evento. Entre as linhas de investigação, a polícia busca descobrir quem foi o responsável pelo financiamento da festa.
A Polícia Civil também apura a informação de que o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, teria participado da celebração cercado por seguranças da facção. O criminoso é apontado como chefe do TCP no Complexo de Israel e é um dos mais procurados do estado.
Peixão é foragido da Justiça e possui 20 mandados de prisão em aberto, inclusive pelo crime de terrorismo. Ele responde por delitos como tráfico de drogas, homicídios, tortura, ocultação de cadáver, extorsão, intolerância religiosa e porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com as informações investigadas pelos agentes, o traficante teria patrocinado o evento, que contou com shows de artistas como o rapper Natanael Cauã Almeida de Souza, o MC Chefin e o grupo Tá Na Mente.
A polícia analisa as gravações para entender como o local lotado durante horas de festa pôde receber o armamento de guerra exibido pelos criminosos. O foco está em identificar tanto os participantes quanto os organizadores do evento.
Até o momento, não há informações sobre se os órgãos de segurança ou setores de inteligência tinham conhecimento prévio da celebração, que vinha sendo amplamente divulgada nas redes sociais antes de sua realização.
