Vídeo de mãe repreendendo filho por postagem machista alcança 6 milhões de visualizações
Manicure gravou vídeo no perfil do filho para contestar frase misógina e alertar sobre influência de discursos machistas em adolescentes
Por Davy Albuquerque
Um vídeo de uma mãe repreendendo o filho por uma postagem de teor machista nas redes sociais alcançou a marca de 6 milhões de visualizações. A manicure Fernanda utilizou o perfil do adolescente para publicar uma resposta contra uma frase misógina escrita pelo jovem.
A publicação original do filho comparava mulheres a roupas que poderiam ser emprestadas a amigos caso não fossem a escolha preferida. Ao ver o conteúdo, a mãe gravou um vídeo afirmando que o discurso não refletia os valores ensinados pela família.
Como surgiu o conteúdo?
Durante o episódio, o adolescente explicou que a postagem foi motivada pelo fato de esse tipo de mensagem ser comum entre o seu grupo de convivência. Ele alegou que a frase era apenas um conteúdo recorrente no ambiente digital.
Para a mãe, a justificativa confirmou a preocupação com a influência externa. Ela afirmou que o filho apenas reproduziu discursos que encontrou nas plataformas digitais e que a influência veio dessas redes.
Quais foram as consequências?
Após o ocorrido, o jovem passou por um período de dois meses sem o uso de celular ou acesso à internet. O afastamento das redes sociais resultou em mudanças na rotina do adolescente, que voltou a praticar atividades como jogar futebol, empinar pipa e frequentar a igreja.
O jovem admitiu ter seguido uma tendência digital na tentativa de ganhar visibilidade e reconheceu o erro cometido. Ele afirmou que não voltará a realizar esse tipo de postagem sobre mulheres.
O que é a machosfera?
O caso ilustra o alcance da chamada 'machosfera' entre adolescentes. Esse termo refere-se a comunidades digitais, também conhecidas como movimento 'red pill', que disseminam discursos de superioridade masculina e comportamentos misóginos.
Especialistas alertam para o crescimento dessas comunidades nas plataformas digitais e para o impacto que esses conteúdos geram no comportamento de jovens e meninos em fase de formação.
