Diário Local
Segurança

Ex-prefeito de Belford Roxo é solto após decisão do STF e cumprirá medidas cautelares

Márcio Canella deixa a prisão em Bangu e passará a usar tornozeleira eletrônica após determinação do ministro Alexandre de Moraes

Por Davy Albuquerque

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, deixou a prisão no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, no início da noite deste sábado (11). A soltura foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão proferida na noite de sexta-feira (10).

Canella estava detido no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, após ser preso em flagrante na última terça-feira (7). Na ocasião, agentes da Polícia Federal (PF) encontraram um fuzil calibre .556 dentro do veículo do ex-prefeito durante uma operação.

O pré-candidato ao Senado pelo União Brasil alegou que o armamento pertencia ao policial militar responsável por sua segurança. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes destacou que tal afirmação ainda precisa ser esclarecida no curso das investigações.

Ao responder ao processo em liberdade, o ex-prefeito deverá cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega do passaporte. A Justiça também determinou a suspensão imediata do seu porte de arma.

O que é a Operação Unha e Carne?

A prisão ocorreu durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio. O grupo é suspeito de movimentar R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro com a anuência de políticos.

As investigações tiveram início após um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A PF apura crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.

Nesta etapa da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. Em uma das residências alvo da ação, em Niterói, foram apreendidos armas, joias, dinheiro e carros de luxo.

A ação também ocorre no contexto da ADPF 635/RJ, conhecida como 'ADPF das Favelas'. O dispositivo determina que a Polícia Federal investigue possíveis relações entre agentes públicos e facções criminosas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.