Polícia investiga suspeita de que patroa matou cozinheira para não pagar rescisão em Ubatuba
Berenice Ramos de Aguiar Faria está desaparecida desde 30 de junho após pegar carona com a proprietária de uma pousada no litoral paulista
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil de São Paulo investiga a suspeita de que Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, foi morta para evitar o pagamento de uma rescisão trabalhista. Berenice está desaparecida desde o dia 30 de junho, após pegar uma carona com a proprietária de uma pousada em Ubatuba, no litoral norte paulista.
O caso, que inicialmente era tratado apenas como desaparecimento, agora é investigado pela polícia sob a hipótese de assassinato. A principal suspeita, identificada como Eliane Alves dos Santos, proprietária de uma pousada no bairro Ubatumirim, foi presa temporariamente na última sexta-feira (10).
Até o momento, o corpo da cozinheira ainda não foi localizado pelas autoridades.
O que se sabe sobre o desaparecimento
De acordo com depoimento prestado à polícia por um dos filhos da vítima, Berenice teria sido dispensada de suas funções no dia 29 de junho, um dia antes de sumir, em razão da baixa temporada. A cozinheira relatou aos familiares que esperava receber os valores devidos pela demissão para retornar a Igaratá, no Vale do Paraíba, onde residia.
No dia 30 de junho, Berenice teria pegado uma carona com a proprietária da pousada até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125). Após esse trajeto, ela não foi mais vista e parou de responder aos contatos da família.
O filho da vítima relatou que, ao irem até a pousada, souberam de uma discussão entre a mãe e a proprietária. Segundo o relato, a suspeita alegou ter pago R$ 2,6 mil em dinheiro à cozinheira antes de oferecer a carona.
Investigação em curso
A proprietária da pousada afirmou que Berenice teria conseguido um novo emprego na região da Praia das Toninhas, em Ubatuba. No entanto, a família não acredita na versão, ressaltando que a cozinheira pretendia voltar para sua cidade natal assim que recebesse a rescisão.
A Polícia Civil segue com as investigações para localizar o corpo e esclarecer a autoria do crime. O espaço para a defesa de Eliane Alves dos Santos permanece aberto.
