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Segurança

Polícia Penal do RJ intensifica combate ao crime organizado com a Operação Illicitus nesta quinta-feira (03)

Ação da Seppen foca em desarticular comunicação de facções e já apreendeu mais de 500 celulares em unidades prisionais.

Por Redação Diário Local

A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) realiza, nesta quinta-feira (03), uma nova etapa da Operação Illicitus. A iniciativa busca o enfrentamento permanente ao crime organizado dentro do sistema prisional do Rio de Janeiro.

O foco central da ação é desarticular a comunicação entre detentos e membros de facções criminosas que estão em liberdade. Para isso, as subsecretarias Operacional e de Inteligência, juntamente com a Corregedoria-Geral, atuam de forma integrada nas revistas.

Nesta quinta-feira (03), as equipes concentram esforços nas principais lideranças de uma facção criminosa que estão presas no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, unidade conhecida como Bangu 4. Ao mesmo tempo, ocorre uma fiscalização na Portaria Central do Complexo de Gericinó.

O que a operação já apreendeu?

Desde o início das intensificações, em agosto, a Operação Illicitus já retirou de circulação 567 aparelhos celulares e aproximadamente oito quilos de drogas. Entre os dispositivos apreendidos, 64 foram recolhidos na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, em Bangu, durante uma ação na última segunda-feira (31).

As revistas não buscam apenas telefones celulares, mas também outros itens ilícitos, como entorpecentes. O monitoramento inclui a entrada de visitantes e a conduta de policiais penais que possam estar envolvidos na facilitação de atividades criminosas.

Até o momento, o uso de tecnologia, como scanners corporais, permitiu identificar irregularidades que resultaram na prisão de 11 visitantes tentando ingressar em unidades prisionais com materiais proibidos. Também foram flagrados dois policiais penais em situações irregulares.

Próximos passos da fiscalização

A Seppen informou que os dados coletados nesta fase, somados aos de fiscalizações anteriores, serão utilizados para a elaboração de um estudo técnico de diagnóstico. Esse estudo servirá de base para o planejamento de novas ações estratégicas.

As próximas intervenções devem ocorrer de modo sistemático e inopinado, ou seja, sem aviso prévio às unidades. A instituição ressaltou o compromisso com a transparência e com a manutenção da ordem para garantir a segurança da população.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.