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Segurança

Justiça autoriza Polícia Civil de SP a usar helicóptero de R$ 25 milhões apreendido em operação

Aeronave e três veículos foram confiscados na Operação Falsa Las Vegas, que combateu jogos ilegais e lavagem de dinheiro.

Por Davy Albuquerque

A Polícia Civil de São Paulo recebeu autorização da Justiça para utilizar um helicóptero avaliado em cerca de R$ 25 milhões e três veículos apreendidos durante a Operação Falsa Las Vegas. A aeronave, um modelo Airbus Helicopters EC130 T2, será usada pela corporação para auxiliar nas investigações enquanto durar o processo criminal sobre jogos ilegais e lavagem de dinheiro.

A decisão judicial foi fundamentada em um parecer técnico emitido por meio do programa Recupera-SP. Com o aval do Poder Judiciário, o equipamento passará por um protocolo de segurança antes de ser colocado em serviço pela polícia.

De acordo com as determinações, o helicóptero deverá passar por revisões mecânicas, inspeções técnicas e procedimentos de certificação necessários para garantir a segurança do voo. A aeronave permanecerá sob a responsabilidade da Polícia Civil durante todo o trâmite judicial.

O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, afirmou que a medida cumpre o objetivo de transformar o patrimônio obtido de forma ilícita em ferramenta de proteção à sociedade. Segundo o delegado, a intenção é retirar bens dos criminosos e reaproveitá-los no combate ao crime.

O que foi a Operação Falsa Las Vegas?

A Operação Falsa Las Vegas foi deflagrada na quarta-feira (28) de maio para combater redes de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. A ação mobilizou equipes da Polícia Civil na capital e na região metropolitana de São Paulo para cumprir mandados de busca e prisão.

No dia da deflagração, foram cumpridos 22 mandados de busca e cinco mandados de prisão preventiva. O trabalho foi realizado pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do Ministério Público.

As investigações resultaram no bloqueio de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros. Além da aeronave e dos veículos, a operação também permitiu o sequestro de 76 imóveis vinculados à quadrilha investigada.

Outros materiais foram apreendidos durante as diligências, incluindo cerca de R$ 500 mil em dinheiro em espécie e diversos documentos. O delegado divisionário Ronaldo Sayeg destacou que a operação contou com a articulação entre os diferentes órgãos envolvidos nas investigações.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.