Policial militar da reserva vai a júri por atropelar e espancar ex-esposa no DF
Julgamento de James Aparecido Melo Caldeiras ocorre nesta quarta-feira (14) no Recanto das Emas após crime em 2023.
Por Redação Diário Local
O policial militar da reserva James Aparecido Melo Caldeiras, de 58 anos, vai a júri nesta quarta-feira (14) acusado de atropelar e espancar a ex-esposa no Distrito Federal. O julgamento está marcado para as 9h, no Tribunal de Júri do Recanto das Emas (DF).
A sessão de julgamento estava prevista para ocorrer em junho, mas foi remarcada devido ao afastamento médico da advogada de defesa. O réu será julgado pelo crime ocorrido em 20 de setembro de 2023, na Quadra 406 da região administrativa do Recanto das Emas.
Na data do crime, câmeras de segurança registraram o momento em que o acusado perseguia o veículo em que a vítima estava com o atual namorado. As imagens mostram o policial reformado descendo do carro para agredir a mulher com socos e chutes.
De acordo com as investigações, após a agressão física, o homem utilizou o carro para atropelar a vítima ao menos duas vezes antes de fugir. O veículo utilizado na ação, um Volkswagen Jetta branco, foi localizado e apreendido na QE 32 do Guará II horas após o ocorrido.
James Aparecido Melo Caldeiras se apresentou à polícia um dia após o crime e permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Durante a audiência de custódia, realizada em 22 de setembro de 2023, o magistrado considerou a prisão em flagrante legal.
Na decisão da audiência, o juiz destacou que o acusado tentou atropelar a vítima por três vezes, causando lesões nas pernas dela, e ainda realizou ameaças de morte com o uso de arma de fogo. O magistrado afirmou que o modo de agir demonstra periculosidade e necessidade de manutenção da ordem pública.
O acusado já possuía um histórico de violência doméstica contra a ex-companheira, com três ocorrências registradas. Em junho de 2022, ele já havia descumprido uma medida protetiva de proibição de aproximação, tentando perseguir a mulher na época.
Na ocasião do descumprimento da medida em 2022, a vítima relatou ter medo de morrer, visto que o agressor era policial militar aposentado e possuía arma de fogo. O caso foi registrado na 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).
