Policial militar morre após ser baleado por criminoso foragido em Cachoeiro de Itapemirim
Soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, morreu após criminoso tomar sua arma durante patrulhamento no Sul do Espírito Santo
Por Redação Diário Local
O soldado da Polícia Militar Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, morreu neste sábado (15) em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, após ser baleado por um criminoso foragido durante uma ocorrência de patrulhamento. O suspeito, identificado como Luan de Oliveira Cleto, também morreu no confronto.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar (PMES), a equipe realizava buscas para localizar o homem, que estava foragido da Justiça. Durante a abordagem, houve uma luta corporal e o suspeito conseguiu tomar a arma do policial, disparando contra o soldado na região da cabeça.
O militar chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. O policial que acompanhava Paulo Henrique reagiu à ação e efetuou disparos contra o suspeito, que veio a óbito durante a ocorrência.
Luan de Oliveira Cleto era procurado por crimes relacionados ao tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Segundo as autoridades, ele era um criminoso evadido do sistema prisional.
O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, lamentou a morte do militar e classificou o episódio como uma "ação covarde". Em publicação nas redes sociais, o secretário afirmou que o policial tombou no cumprimento do dever.
Damasceno destacou o impacto da perda para a segurança pública capixaba e prestou solidariedade aos familiares e colegas de farda do soldado. "A vida de um policial não é uma estatística", afirmou o secretário em sua publicação.
O soldado Paulo Henrique pertencia ao 9º Batalhão da Polícia Militar e havia concluído a formação na última turma de soldados da corporação, em novembro de 2025. Em nota, a PMES lamentou o falecimento e prestou homenagem à atuação do militar.
O corpo do policial foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal de Cachoeiro de Itapemirim, onde passará por necropsia para esclarecer as circunstâncias da morte.
