Homem de confiança de narcotraficante é preso em operação no Paraguai perto da fronteira com MS
José Ignacio Hermoza Ledesma, apontado como braço direito de Felipe Santiago Acosta Riveros, foi detido em propriedade rural próxima à fronteira.
Por Redação Diário Local
José Ignacio Hermoza Ledesma, conhecido como “Nacho”, foi preso nesta quinta-feira (22) em uma propriedade rural no Paraguai. Apontado como braço direito do narcotraficante Felipe Santiago Acosta Riveros, o “Macho”, ele era responsável por coordenar o grupo e transmitir ordens do chefe da organização criminosa.
A prisão ocorreu na Colônia Americana, distrito de Corpus Christi, a cerca de 37 quilômetros da fronteira com Mato Grosso do Sul. A ação foi realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) em conjunto com o Comando de Operações de Defesa Interna (CODI).
Segundo as investigações da Senad, Ledesma atuava como intermediário de contatos com lideranças indígenas de San Miguel e Colônia Americana. Ele também repassava determinações para colaboradores responsáveis pelo transporte de drogas, armas e outros serviços da organização.
Durante a diligência na propriedade rural, os agentes apreenderam dois celulares. Os aparelhos serão entregues aos investigadores para análise de dados e o preso deve ser transferido para Assunção, capital paraguaia.
Operação Ignis
A captura faz parte da Operação Ignis, iniciada em dezembro de 2023 para desarticular a estrutura de Acosta Riveros. O grupo é considerado um dos mais violentos do Paraguai e é investigado por tráfico de drogas e armas, extorsões e assassinatos por encomenda.
A organização criminosa mantém bases em propriedades rurais de Canindeyú, região próxima aos municípios sul-mato-grossenses de Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo. Para proteger os carregamentos destinados ao Brasil, o grupo utiliza caminhonetes de luxo, caminhões e escoltas armadas.
Em ofensivas anteriores da Operação Ignis, as autoridades já haviam apreendido 57 toneladas de maconha em dezembro de 2024. Entre os membros detidos em ações passadas está o brasileiro Ricardo Luiz Picolotto, apontado como sócio de Acosta Riveros.
Mesmo com as sucessivas prisões e apreensões de armas e drogas, o principal alvo das autoridades, Felipe Santiago Acosta Riveros, conhecido como “Macho”, continua foragido.
