Eduardo Riedel encara desafio de equilibrar contas e reduzir desigualdades em Mato Grosso do Sul
Governador reeleito precisa revisar prioridades, combater desperdícios e garantir que o orçamento atenda áreas como saúde e educação
Por Redação Diário Local
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, enfrenta o desafio de planejar o próximo mandato com foco no equilíbrio das contas públicas e na redução das desigualdades no estado. Após ser reeleito no primeiro turno, o governo precisa realizar uma revisão das prioridades estaduais e da qualidade das despesas para garantir a sustentabilidade dos serviços ao longo dos próximos quatro anos.
O diagnóstico das finanças estaduais deve ser transparente, permitindo que a população compreenda as dificuldades financeiras reais, as causas dos desequilíbrios e as alternativas disponíveis. É necessário distinguir entre quedas temporárias de arrecadação e o crescimento contínuo das despesas, além de separar o saldo disponível de compromissos futuros e receitas excepcionais.
Como será feita a revisão de gastos?
A gestão deve focar na revisão das despesas sobre as quais a administração tem poder de decisão. Isso inclui a avaliação de estruturas sobrepostas, cargos sem necessidade demonstrada, contratos com resultados insuficientes, além de gastos com frota, viagens e despesas de representação.
Propõe-se que cada secretaria apresente um plano de economia acompanhado de metas, prazos e responsáveis. O objetivo é demonstrar eficiência no uso do orçamento existente antes de recorrer a possíveis alterações na arrecadação de impostos.
A revisão também deve buscar o combate a privilégios e a contenção de gastos nos demais Poderes e órgãos autônomos, garantindo que a responsabilidade fiscal seja compartilhada por todas as instituições do estado.
O que muda na arrecadação e nos incentivos?
Para aumentar a receita sem ampliar a carga tributária, o foco deve estar na melhoria da fiscalização, no combate à sonegação e na recuperação de créditos com possibilidade real de recebimento. A estratégia busca evitar que o contribuinte regular seja alvo de novas cobranças enquanto se combate quem deixa de pagar deliberadamente.
Os incentivos fiscais também passam por análise. O Estado deve monitorar o quanto deixa de arrecadar e quais resultados efetivos esses benefícios entregam à sociedade, revisando aqueles que não demonstram retorno comprovado.
Além disso, o fortalecimento da economia, com apoio a pequenos negócios e melhoria da logística, é visto como caminho para gerar fontes duradouras de recursos, embora exija planejamento de longo prazo para resolver questões imediatas de caixa.
Como serão escolhidas as obras públicas?
A seleção de investimentos deve obedecer a critérios técnicos e públicos, como o número de pessoas beneficiadas, o risco à vida, a vulnerabilidade social e a urgência de problemas como drenagem e saneamento.
A ideia é que a necessidade de uma comunidade supere a visibilidade política de uma obra. Priorizar a recuperação de escolas ou a conclusão de estruturas já iniciadas pode gerar mais benefícios sociais do que a abertura de novas frentes de serviço sem planejamento de manutenção.
