Polícia Civil prende quatro pessoas suspeitas de aplicar golpes em idosos em Itaboraí e São Gonçalo
Suspeitos de fraude em benefícios e medicamentos foram detidos durante a Operação Via Fraudes em Itaboraí e São Gonçalo
Por Redação Diário Local
Quatro pessoas que integravam um grupo especializado em golpes contra idosos foram presas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (29). As prisões ocorreram durante a Operação Via Fraudes, em Itaboraí e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As investigações conduzidas pela 71ª DP (Itaboraí) apontam que a quadrilha aplicava fraudes utilizando pretextos de cadastros para benefícios assistenciais e fornecimento de medicamentos. O objetivo era obter dados pessoais e bancários das vítimas para realizar movimentações financeiras.
De acordo com a polícia, o grupo operava com uma divisão de tarefas bem definida para realizar empréstimos, transferências e outros tipos de fraudes. Em um dos casos registrados, uma vítima sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 72 mil.
O trabalho de inteligência e a análise de câmeras de segurança permitiram identificar o funcionamento do esquema. Um dos homens do grupo era responsável por abordar os idosos diretamente dentro de agências bancárias, enquanto outro integrante realizava os saques dos valores.
As investigações também detalharam o papel das mulheres envolvidas no crime. Duas mulheres que faziam parte da organização eram responsáveis por movimentar e ocultar o dinheiro obtido por meio dos golpes.
Como funcionava a divisão de tarefas?
A Polícia Civil identificou que a quadrilha atuava de forma organizada para garantir a execução dos crimes. Enquanto a abordagem ocorria nos bancos, a parte de ocultação do patrimônio era feita pelas mulheres do grupo.
As diligências de monitoramento da delegacia levaram à localização do homem responsável pelas abordagens em Aldeia da Prata, em Itaboraí. Os outros três membros do grupo foram capturados no bairro Lagoinha, em São Gonçalo.
Contra os quatro investigados foram cumpridos mandados de prisão preventiva. Eles responderão pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
