Homem é preso suspeito de matar companheiro em motel de São Paulo para receber seguro de R$ 15 milhões
Investigação da Polícia Civil aponta que Fernando Curti Tavares teria matado Caio Henrique Ventura para receber apólices de seguro de vida.
Por Redação Diário Local
Caio Henrique Ventura, de 21 anos, foi encontrado morto dentro de uma banheira de hidromassagem em um motel na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na madrugada de 1º de outubro. A Polícia Civil investiga o companheiro da vítima, Fernando Curti Tavares, como o principal suspeito de assassinar o jovem para receber indenizações de seguros de vida.
De acordo com as investigações, o suspeito teria contratado cerca de R$ 15 milhões em apólices no nome da vítima. Caio possuía três seguros com valores que variavam entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões, incluindo cláusulas que dobravam o valor em caso de morte acidental. Fernando era o único beneficiário e acionou as apólices poucas horas após a morte.
O casal havia se conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento e era casado desde junho. Segundo os registros policiais, eles deram entrada no estabelecimento na noite de 30 de setembro e realizaram o pagamento de uma pernoite no momento do check-in.
Em seu depoimento inicial, Fernando relatou que, após uma relação sexual, se ausentou da suíte para tomar banho em um andar inferior da acomodação duplex. Ele afirmou que, após cerca de 20 minutos, retornou e encontrou o companheiro desacordado na banheira, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em seguida.
A Polícia Civil identificou contradições no relato do suspeito. Foi constatado que a banheira ficava em um mezanino separado por vidro, permitindo a visualização direta a partir da porta do banheiro onde o homem teria tomado banho. Além disso, a mãe da vítima informou aos investigadores que desconhecia tanto o casamento quanto a existência das apólices de seguro do filho.
O laudo necroscópico apontou que a morte ocorreu por afogamento, o que causou estranheza aos peritos, já que a banheira tinha menos de 70 centímetros de profundidade. A perícia identificou lesões de defesa nos dedos, mãos e antebraços do jovem, além de ferimentos na boca e infiltrações hemorrágicas no pescoço.
A principal hipótese da investigação é que o jovem tenha sofrido violência física e compressão cervical antes de ser mantido submerso. Suspeitos de destruição de provas, os policiais observaram que Fernando realizou um reset completo em seu aparelho celular para as configurações de fábrica durante o plantão policial.
Fernando Curti Tavares foi preso nesta quarta-feira (28). O caso é acompanhado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura o crime como homicídio doloso.
