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Segurança

Queda de helicóptero na Vista Chinesa deixa quatro mortos e gera alerta sobre fiscalização aérea no Rio

Acidente com aeronave de voo panorâmico envolve piloto e três turistas colombianas; especialistas pedem rigor na fiscalização.

Por Redação Diário Local

A queda de um helicóptero turístico na Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado (8), resultou na morte de quatro pessoas. Entre as vítimas estão o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas, identificadas como Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique.

O acidente aconteceu durante a realização de um voo panorâmico. A aeronave decolou do Aeroporto de Jacarepaguá e, após a queda, foi localizada por equipes do Corpo de Bombeiros em uma área de mata, onde o fogo foi combatido.

De acordo acordo com registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o modelo da aeronave era um Robinson 44, de operação privada, que possuía certificado de aeronavegabilidade válido até 5 de junho de 2027 e estava autorizado para voos panorâmicos.

O que dizem os especialistas sobre o risco?

O engenheiro Gerardo Portela, doutor em Gerenciamento de Riscos e Segurança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que a sequência de acidentes indica uma vulnerabilidade técnica. Segundo ele, o aumento da frequência e da severidade das ocorrências — com mortes — exige que os órgãos de controle avaliem o gerenciamento do espaço aéreo.

Portela explica que o modelo Robinson 44 é muito utilizado mundialmente, mas possui limitações, como o uso de um único motor a pistão. Em caso de falha, o helicóptero não dispõe de um segundo motor para substituição imediata, o que demanda uma fiscalização rigorosa sobre a manutenção e o treinamento dos pilotos.

O especialista defende que a Anac reveja os conceitos de controle do espaço aéreo, especialmente em regiões com grande tráfego de aeronaves de asas rotativas, para não deixar a coordenação de voos apenas sob responsabilidade dos pilotos.

Repercussão e fiscalização

O prefeito do Rio esteve no local do acidente e informou que solicitou uma posição da Anac. O gestor mencionou a possibilidade de suspensão dos voos panorâmicos na cidade para permitir uma fiscalização mais intensa em helipontos, aeronaves e processos de manutenção.

Em nota, a Anac informou que as causas da queda serão analisadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A agência afirmou que mantém contato com a prefeitura do Rio para uma atuação conjunta na fiscalização de voos panorâmicos.

A Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio (Aotherj), que integra a empresa Voos Rio Panorâmico, lamentou o ocorrido e disse que a apuração cabe às autoridades competentes. A entidade afirmou que sua atuação é voltada à mitigação de impactos sonoros e ao aprimoramento de boas práticas operacionais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.