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Ouro Preto

Igreja Matriz de São Bartolomeu é reaberta em Ouro Preto após restauração de R$ 7,6 milhões

Imóvel do século XVIII passou por restauro de três anos para corrigir danos causados pelo tempo e falta de conservação

Por Diário Local

A Igreja Matriz de São Bartolomeu, em Ouro Preto, foi reaberta nesta quarta-feira (8) após um trabalho de restauração que durou mais de três anos. O imóvel, que data de 1721 e pertence ao período Barroco, é um dos mais antigos de Minas Gerais.

A recuperação do templo contou com investimentos de aproximadamente R$ 7,6 milhões. Os recursos são provenientes de medidas compensatórias relacionadas ao combate à lavagem de dinheiro e à recuperação de impostos sonegados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde a década de 1960 e possui proteção do município de Ouro Preto desde 2007.

Como ocorreu o processo de restauro?

A deterioração da igreja era de conhecimento do MPMG desde 2003, causada pelo tempo e pela falta de conservação. O prédio chegou a utilizar coberturas provisórias para proteger o forro contra chuvas e ventos, além de ter a rede elétrica desligada para evitar riscos de incêndio.

As obras emergenciais começaram em dezembro de 2022, focando em estancar infiltrações na cobertura e garantir a estabilidade estrutural. Essa primeira fase durou cerca de dez meses, conforme informações do MPMG.

Na sequência, o projeto foi dividido em etapas: uma segunda fase dedicada à conclusão da restauração arquitetônica e uma terceira fase voltada para a conservação dos bens artísticos e elementos internos da igreja. As obras foram executadas pelo Instituto Joaquim Artes e Ofícios.

O que mais foi recuperado na região?

A restauração faz parte do “Programa Minas para Sempre”, lançado pelo MPMG em 2023. A iniciativa já promoveu a recuperação de 56 bens culturais em 30 municípios mineiros.

Além da matriz, a comunidade recebeu 11 imagens sacras restauradas pela equipe da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). Entre as peças do século XVIII que voltaram ao acervo está uma escultura de Nossa Senhora do Carmo, atribuída a Aleijadinho.

O acervo restaurado também inclui imagens de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora das Candeias, além de um Crucificado e um Divino Espírito Santo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.