Diário Local
Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Comissão da ALMG cobra inventário de acervo dos palácios de Minas Gerais

Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais solicita documentos sobre o destino de itens do Palácio das Mangabeiras e da Liberdade

Por Diário Local

A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta terça-feira (7/7), dois requerimentos para buscar esclarecimentos sobre o destino do acervo que estava no Palácio das Mangabeiras. Os pedidos visam obter o inventário completo dos bens dos palácios das Mangabeiras e da Liberdade referentes a janeiro de 2019.

Os requerimentos são de autoria do deputado estadual Leleco Pimentel (PT). O parlamentar solicita ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), à diretora-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e ao governo do estado o encaminhamento da lista detalhada de itens.

Entre os pedidos, também consta a solicitação de uma cópia do caderno de Conceição Piló, curadora que se dedicou à conservação da antiga sede do governo e faleceu em 2011. O objetivo é cruzar as informações de conservação histórica com os registros atuais.

A movimentação dos requerimentos ocorre após o deputado realizar uma vistoria no Palácio das Mangabeiras, local que agora é usado para eventos públicos e privados. Durante a visita, o parlamentar afirmou que diversos itens desapareceram, citando livros, quadros, mobília, enxovais e talheres.

Além do inventário, a Assembleia quer saber as datas exatas em que os itens foram movimentados para outros órgãos ou entidades. Os pedidos agora seguem para a mesa da ALMG, onde devem receber parecer. Deputados de oposição também cobram a apresentação das datas de retirada de objetos como pratarias e quadros.

O que diz o governo de Minas?

O Governo de Minas Gerais repudiou as especulações sobre o tema e afirmou que todos os itens que estavam no Palácio das Mangabeiras em janeiro de 2019 estão devidamente cadastrados. Segundo a gestão estadual, os bens possuem localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial.

A administração informou que parte do acervo foi destinada a equipamentos públicos para garantir a preservação e o acesso da população ao patrimônio. Os livros, por exemplo, foram incorporados à Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa e compõem a Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras.

Quanto às obras de arte, o estado declarou que elas estão sob guarda técnica de órgãos como o Museu Mineiro e o Palácio da Liberdade. O governo destacou que o biombo de Di Cavalcanti, por exemplo, está em exposição no hall de entrada do Palácio da Liberdade desde abril deste ano.

O governo reiterou que mantém um controle rigoroso sobre o patrimônio público e que a movimentação de bens segue a legislação vigente. Sobre os questionamentos realizados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), a gestão afirmou que as informações serão prestadas diretamente nos autos do processo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.