Polícia Federal apreende espingarda registrada em nome de Jair Bolsonaro no Rio Grande do Sul
Armamento foi localizado em Cachoeirinha após um homem procurar a Polícia Federal para informar sobre a posse da espingarda
Por Diário Local
A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro no Rio Grande do Sul. O armamento foi localizado na cidade de Cachoeirinha, após um homem procurar voluntariamente a corporação para informar que estava com a arma e manifestar interesse em entregá-la.
Como não havia possibilidade de regularizar o transporte da espingarda de forma imediata, agentes da Polícia Federal se deslocaram até o endereço informado para realizar o recolhimento e adotar as medidas necessárias.
Por que a Polícia Federal realizou buscas?
A apreensão ocorre no contexto de buscas autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O objetivo da ação é localizar armamentos, munições, acessórios e documentos de registro que apresentem divergências em relação aos itens já entregues às autoridades.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as informações indicam uma diferença entre o número de armas registradas em nome do ex-presidente e as que foram efetivamente entregues aos órgãos competentes. O ministro destacou que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é incompatível com a situação de prisão domiciliar.
A determinação de apreensão de todas as armas vinculadas ao ex-presidente foi detalhada após uma pistola registrada em seu nome ter sido apreendida durante uma blitz no Distrito Federal.
O que diz a defesa sobre o armamento?
Em resposta às decisões judiciais, a defesa de Jair Bolsonaro informou que, das 10 armas citadas inicialmente, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). As outras oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Diante disso, o STF determinou que o Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal em um prazo de 48 horas. No entanto, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao tribunal que não estava com duas das oito armas indicadas pela defesa, confirmando a guarda de apenas seis unidades.
Após o comunicado do Exército, a defesa de Bolsonaro realizou uma nova verificação e afirmou que a outra arma, uma espingarda, encontrava-se em uma importadora no Rio Grande do Sul, o que resultou na apreensão realizada nesta quarta-feira.
