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Segurança

Rio registra 2,1 mil chamados por ameaça de desabamento em 2026; número supera todo o ano passado

Solicitações de vistoria por risco de queda de estruturas já somam 2.121 registros entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da prefeitura.

Por Redação Diário Local

O desabamento parcial de um casarão no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio, feriu uma mulher de 43 anos e sua filha, de 2 anos, no sábado (19). O acidente ocorreu por volta das 9h, quando parte do segundo pavimento da construção caiu sobre as vítimas enquanto elas passavam pelo corredor de acesso à vila onde residem.

O Corpo de Bombeiros socorreu a mãe e a criança, classificando-as como vítimas de gravidade moderada. Elas foram levadas inicialmente para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, e posteriormente transferidas para uma unidade de saúde particular.

O caso ocorre em um cenário de alerta para a infraestrutura da cidade. Segundo dados do portal 1746, da Prefeitura do Rio, foram registrados 2.121 chamados para vistoria por ameaça de desabamento entre janeiro e setembro deste ano. O volume de solicitações já supera os 2.005 registros realizados em todo o ano passado.

A Zona Norte concentra a maior parte das demandas, com 1.074 registros, com destaque para os bairros Tijuca e Engenho Novo. Na Zona Oeste, Campo Grande é o bairro com maior número de ocorrências, somando 122 chamados. Do total de pedidos feitos neste ano, 1.244 já foram solucionados e 65 permanecem em aberto.

Histórico do imóvel

O casarão da Rua Cosme Velho, onde ocorreu a queda, já era alvo de monitoramento. A associação Viva Cosme Velho havia entregue à Subprefeitura da Zona Sul, há seis meses, um dossiê de 51 páginas detalhando problemas em cinco imóveis da região, incluindo o número 370, local do acidente.

O levantamento apontava infiltrações, revestimentos se desprendendo, esquadrias danificadas, problemas no telhado e vegetação avançando sobre a estrutura. Moradores também relataram que a situação era de risco antes mesmo da interdição, com relatos de que partes da construção já haviam atingido pessoas anteriormente.

Segundo a prefeitura, a Defesa Civil realizou três vistorias no local. Em 2023, o proprietário foi orientado a fazer obras de recuperação. Em duas novas inspeções realizadas em 2025, foi constatado que as intervenções não haviam sido feitas, o que levou à interdição do imóvel.

Providências da prefeitura

Após o desabamento, o município anunciou a desapropriação do imóvel. A Defesa Civil também interditou o segundo pavimento de uma construção vizinha, que foi atingida pelos escombros durante a queda.

A Secretaria municipal de Conservação ficará responsável pela demolição dos andares superiores das construções, enquanto a Comlurb realizará a retirada dos destroços do local.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.