Rio amplia proteção de manguezais com criação de duas novas unidades de conservação
Nova medida amplia para mais de 3.200 hectares a área de manguezais protegida no município do Rio de Janeiro.
Por Redação Diário Local
A cidade do Rio de Janeiro ampliou a proteção de seus manguezais com a criação de duas novas Unidades de Conservação (UCs). A medida, que faz parte da implantação do Corredor Azul, acrescentou cerca de 34 hectares de manguezais à área oficialmente protegida no município.
Com a nova medida, a área total de manguezais protegidos na capital carioca passou para mais de 3.200 hectares. As novas unidades foram instituídas por decretos publicados no fim de junho e integram o esforço de preservação do ecossistema no estado.
As áreas contempladas são o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, ambas situadas na Zona Sudoeste. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), uma vistoria técnica confirmou a incorporação de manguezais à nova APA.
Por que as novas unidades foram criadas?
A criação das unidades segue as diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), previsto na Lei Federal nº 9.985/2000. O foco é ampliar a preservação de áreas de Mata Atlântica e fortalecer as estratégias de adaptação às mudanças climáticas.
O Refúgio de Vida Silvestre das Florestas de Jacarepaguá tem como objetivo preservar ambientes naturais e garantir a conservação da fauna e da flora locais. A unidade deve funcionar de forma integrada com outras áreas protegidas, como o Parque Nacional da Tijuca.
Já a Área de Proteção Ambiental das Lagoas de Jacarepaguá estabelece normas para conciliar a ocupação da região com a preservação ambiental. O foco da APA é permitir o uso sustentável dos recursos naturais da zona sudoeste.
Qual a importância dos manguezais?
Os manguezais são ecossistemas estratégicos para a proteção da costa e a manutenção da biodiversidade. Eles funcionam como berçários naturais para peixes, crustáceos e aves, além de ajudarem a reduzir processos de erosão.
O ecossistema também desempenha um papel crucial no combate ao aquecimento global, pois armazena grandes quantidades de carbono. No Brasil, essas áreas são protegidas pelo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) e classificadas como Áreas de Preservação Permanente (APPs).
No âmbito municipal, a proteção é reforçada pela Lei Complementar nº 270/2024, que define diretrizes para o patrimônio natural e a biodiversidade do Rio de Janeiro. A prefeitura mantém ações de limpeza, conservação e projetos de educação ambiental sobre o tema.
