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Segurança

Rio registra descompasso entre crimes cometidos e prisões em flagrante, aponta ISP

Dados do ISP mostram que apenas uma pessoa é presa para cada 33 roubos registrados no Estado do Rio de Janeiro.

Por Redação Diário Local

O número de prisões e apreensões em flagrante no estado do Rio de Janeiro apresenta um descompasso em relação ao total de crimes registrados entre janeiro de 2025 e março de 2026, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Para cada 33 casos de roubo ocorridos no estado, apenas uma pessoa é presa ou detida. No caso de furtos, a proporção é de um flagrante para cada 23 registros. O índice de eficácia em prisões por estelionato é ainda menor, com apenas uma detenção para cada 323 ocorrências do crime.

Em contrapartida, as ocorrências ligadas ao tráfico ou associação para o tráfico apresentam um ritmo de detenções superior, com um suspeito preso para cada três registros do delito.

Perfil dos detidos e escolaridade

A análise dos dados do ISP aponta que o perfil dos detidos e apreendidos no estado é majoritariamente masculino, correspondendo a 90% do total. Entre os maiores de idade, 28% são jovens com idade entre 18 e 21 anos.

A escolaridade também se destaca como um fator relevante: 38% dos adultos detidos não concluíram o ensino fundamental. Entre os adolescentes apreendidos, o índice de ensino fundamental incompleto é de 54%.

A capital fluminense concentra 36% de todos os presos do estado, índice que se repete na proporção de menores de idade apreendidos.

Concentração de crimes na capital

O município do Rio de Janeiro responde por 65% dos furtos, 63% dos roubos e 49% dos estelionatos registrados no estado. Na capital, o bairro da Barra da Tijuca apresenta uma proporção de prisões por furto superior à média estadual, com uma detenção a cada 14 ocorrências.

No caso do estelionato na capital, o volume de registros foi superior a 90 mil no período analisado, mas apenas 261 pessoas foram presas pelo crime na cidade.

A Polícia Civil informou, em nota, que utiliza inteligência para planejar ações e que a efetividade do trabalho policial também deve ser medida pela elucidação de crimes e desarticulação de organizações, e não apenas pelo número isolado de prisões.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.