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Natureza

Saruê ajuda no controle de escorpiões e pragas em áreas urbanas; veja como agir ao encontrar o animal

O marsupial auxilia no controle de escorpiões, baratas e serpentes, mas exige cuidados para evitar conflitos com animais de estimação.

Por Redação Diário Local

O saruê, também conhecido como gambá-de-orelha-branca ou timbu, desempenha um papel fundamental no controle de pragas urbanas e no equilíbrio do ecossistema nas cidades. Este marsupial auxilia na redução de populações de insetos, escorpiões, baratas, pequenos roedores e serpentes.

Além do controle de pragas, o animal contribui para a regeneração da vegetação local por meio da dispersão de sementes de frutos. A presença do bicho em áreas residenciais é um sinal de que o ecossistema permanece conectado entre os bairros.

A atração do saruê para quintais e residências ocorre, principalmente, pela facilidade em encontrar abrigo e fontes de alimento. Itens como lixo exposto, restos de frutas caídas no chão, rações de animais domésticos e pontos de água são fatores determinantes para a aproximação da espécie.

Para evitar o surgimento do animal nas propriedades, especialistas recomendam medidas preventivas de higiene e manutenção. É necessário manter o lixo sempre fechado, recolher a ração de cães e gatos após o uso e vedar aberturas em telhados e forros.

Ao avistar o mamífero em casa ou no quintal, a recomendação principal é manter a calma. Não se deve tentar encurralar ou capturar o animal, pois a interação direta pode resultar em mordidas e transmissão de agentes infecciosos, embora o risco seja baixo sem a manipulação.

O procedimento correto para permitir que o bicho saia por conta própria é afastar crianças e animais de estimação. Deve-se deixar uma rota de fuga ou passagem aberta para que o saruê possa evadir-se do local durante a noite.

O maior risco de incidentes acontece em confrontos entre o marsupial e animais domésticos. Por esse motivo, o veterinário João Paulo Lacerda orienta que cães e gatos devem permanecer recolhidos, especialmente no período noturno.

Erros comuns que devem ser evitados incluem a tentativa de pegar o animal com as mãos, o uso de venenos ou soltar animais de estimação para enfrentar o bicho. Em situações de ameaça, o animal pode rosnar, abrir a boca ou apresentar o comportamento de fingir-se de morto.

Como proceder em casos de emergência?

Se o saruê estiver ferido, apresentar sinais de doenças ou estiver preso em locais como telhados, a população não deve intervir sozinha. Nesses casos, é necessário acionar órgãos especializados como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Ambiental ou o Ibama.

Caso sejam encontrados filhotes órfãos, as orientações de manejo são específicas para garantir a sobrevivência do animal. Eles devem ser recolhidos utilizando luvas ou um pano limpo e mantidos aquecidos em uma caixa de papelão.

É fundamental não oferecer água ou leite de vaca aos filhotes, pois isso pode prejudicar a saúde deles. O procedimento correto é o encaminhamento imediato a um centro de reabilitação de fauna silvestre ou aos órgãos ambientais competentes.

Proteção legal do animal

A legislação brasileira oferece proteção rigorosa ao saruê, por ser considerado um animal silvestre. Atos de violência contra a espécie são monitorados e punidos conforme as normas vigentes.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, agredir, perseguir, ferir, capturar ou envenenar o animal é crime. As infrações estão sujeitas a penalidades que incluem tanto a aplicação de multas quanto a detenção de quem as praticar.

A convivência segura depende, portanto, tanto de cuidados com a higiene do ambiente doméstico quanto do respeito às normas de proteção à fauna silvestre que habita as áreas urbanas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.