Segurança se entrega após espancamento de homem confundido com bandido em Copacabana
David Santos Machado se apresentou à delegacia em Mesquita; vítima foi alvo de agressões com porrete e socos
Por Redação Diário Local
O segurança David Santos Machado se entregou à polícia na noite de ontem (20) na 53ª DP, em Mesquita. Ele é um dos investigados pela morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, que foi espancado em Copacabana após ser confundido com um criminoso.
De acordo com as investigações da 12ª DP (Copacabana), o crime ocorreu após uma confusão envolvendo uma bicicleta. Cláudio Rafael, que utilizava o veículo de sua irmã, foi abordado por Machado na Rua Barata Ribeiro. O segurança suspeitou que a vítima tivesse roubado o bem e iniciou as agressões utilizando um porrete de madeira.
Registros de câmeras de segurança mostram que a violência se estendeu por mais de nove minutos e ocorreu entre as ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira. Durante o ataque, o segurança foi auxiliado por dois homens que utilizavam mochilas de entregadores.
O que diz a investigação?
As imagens capturadas pelas câmeras de segurança indicam uma dinâmica de agressões diferente da que foi relatada por Machado em seu primeiro depoimento. Durante o espancamento, a vítima foi alvo de cerca de 57 pauladas, além de chutes e socos.
O laudo de necropsia de Cláudio Rafael apontou traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e lesões no baço e no rim esquerdo. A vítima morreu nas primeiras horas do dia 12, após dar entrada no Hospital Miguel Couto por volta de 1h.
O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, afirmou que as imagens revelam cenas de grande brutalidade. Segundo o policial, quatro suspeitos podem responder pelo crime de homicídio triplamente qualificado, devido ao motivo torpe, ao meio cruel e à impossibilidade de defesa da vítima.
Perfil da vítima
De acordo com familiares, Cláudio Rafael apresentava transtornos psicológicos após sofrer um acidente na adolescência. Vizinhos relataram que ele era uma pessoa conhecida na região e que não oferecia perigo.
A polícia agora busca identificar os dois homens que vestiam mochilas de entregadores e participaram do grupo de agressores durante o ocorrido.
