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Segurança

Quadrilha que sequestrou empresário em Vitória planejou crime por um ano para extorquir R$ 5 milhões

Investigação da Polícia Civil revela que suspeitos monitoraram a rotina da vítima por redes sociais e presencialmente para extorquir R$ 5 milhões.

Por Redação Diário Local

Suspeitos de sequestrar um empresário de 30 anos em Jardim Camburi, em Vitória, planejaram o crime durante pelo menos um ano, conforme investigação da Polícia Civil. O objetivo do grupo era extorquir R$ 5 milhões da vítima.

O monitoramento foi realizado por meio de redes sociais e acompanhamento presencial da rotina do empresário. Os envolvidos observavam inclusive os locais frequentados pela vítima e os momentos em que ela praticava atividades esportivas.

Como ocorreu o sequestro?

O crime aconteceu no dia 11 de junho (11), quando o empresário dirigia um veículo de luxo avaliado em mais de R$ 500 mil. Segundo a investigação, o carro foi fechado por um automóvel conduzido por Adilson de Jesus Neves Júnior, de 37 anos, seguido por outro veículo.

De acordo com o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), dois investigados teriam descido do carro e se passado por policiais federais armados para realizar a abordagem. Ao perceber que não se tratava de uma ação policial, a vítima reagiu e foi agredida com coronhadas na cabeça.

Após a agressão, os suspeitos colocaram um capuz no empresário, amarraram suas mãos e o levaram para uma área de mata em Jardim Carapina, na Serra. A vítima conseguiu escapar e encontrou policiais militares que realizavam buscas na região.

Rastreamento de criptomoedas

Durante o período em que foi mantido na mata, os criminosos obrigaram o empresário a transferir aproximadamente R$ 20 mil em criptomoedas para uma corretora internacional. A operação de investigação, batizada de Operação Tron, utilizou o rastreamento da rede blockchain Tron para identificar as carteiras digitais que receberam os valores.

As transferências enviadas por meio de autorização judicial permitiram chegar a nomes como Laís de Jesus Teles, de 27 anos, além de outros investigados que participaram do planejamento e execução do crime.

A Polícia Civil informou que as corretoras utilizadas nas movimentações possuem registro e autorização para atuar no Brasil, seguindo as normas do Banco Central. Até o momento, sete pessoas foram presas e dois suspeitos continuam sendo procurados pelas autoridades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.