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Educação

Entenda os quatro tipos de escolas bilíngues para evitar confusão na matrícula

Diferentes modelos de ensino de inglês no Brasil variam desde currículos internacionais até cursos de idiomas integrados à grade escolar.

Por Redação Diário Local

O número de escolas com propostas de ensino bilíngue cresceu de forma expressiva no setor privado brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue, cerca de 3% das instituições particulares — o que representa pouco mais de 1.200 escolas — adotam algum programa ou proposta nesse modelo desde 2019.

Apesar da popularidade do termo, o conceito de "bilíngue" abrange modelos pedagógicos muito distintos entre si. Essa diferenciação é crucial para as famílias, pois define se o aluno será capaz de elaborar conceitos abstratos no idioma estrangeiro ou se terá apenas um vocabulário mais amplo e reforçado.

A escolha do modelo pode determinar, inclusive, a possibilidade de um estudante cursar uma universidade no exterior. Por isso, especialistas alertam que muitas famílias realizam matrículas atraídas pelo apelo comercial, sem compreender as reais diferenças entre as categorias de ensino oferecidas.

Os modelos de alta performance: escolas internacionais e brasileiras bilíngues

No topo da pirâmide educacional estão as escolas internacionais ou primordialmente em inglês. Essas instituições são ancoradas em acreditações curriculares estrangeiras, como o International Baccalaureate (IB) ou o currículo americano.

Nesse formato, o inglês é o meio de instrução dentro de um arranjo pedagógico supervisionado por organismos internacionais. As escolas oferecem certificações e diplomas de conclusão de Ensino Médio válidos em todo o mundo, atendendo simultaneamente às normas internacionais e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Logo abaixo, encontram-se as escolas brasileiras bilíngues. Diferente das internacionais, o currículo e o diploma de conclusão seguem estritamente a BNCC, mas o inglês é utilizado como meio instrucional para as disciplinas da grade regular.

Nesse modelo, cerca de 50% do tempo escolar é lecionado na língua estrangeira. Para que funcione, é necessário que professores licenciados em suas respectivas áreas ministrem o conteúdo em inglês avançado, um perfil de formação ainda considerado escasso no país.

Terceirização e projetos de carga horária estendida

Existe uma posição intermediária caracterizada pela terceirização do currículo internacional. Nesse modelo, a escola não altera sua estrutura original nem assina acreditações para todos os alunos da instituição.

A oferta ocorre por meio de disciplinas estrangeiras ministradas em inglês, geralmente no contraturno. As aulas costumam ser online, com o suporte de professores do exterior e monitores da própria escola, voltadas para alunos que desejam cursar faculdades fora do Brasil.

Outra categoria bastante comum no mercado é o chamado "Projeto Bilíngue". Nele, a escola soma um bloco de carga horária estendida em inglês à grade curricular padrão, mas a língua estrangeira não é o meio de instrução de toda a educação.

Nesse caso, o professor de idiomas é quem ministra de 4 a 20 horas semanais abordando temas como ciências, matemática ou história. O objetivo desse formato é estritamente linguístico, buscando entregar alunos com maior fluência por meio de aulas contextualizadas.

Integração de cursos de idiomas na rotina escolar

Na base da pirâmide de ensino, encontra-se o modelo que traz um curso de idiomas para dentro da escola. A proposta é integrar o aprendizado da língua à rotina do aluno, muitas vezes utilizando uma abordagem comunicativa.

Nesse nível, as aulas podem ou não contextualizar o conteúdo com as demais disciplinas escolares. É o modelo de implementação mais simples, praticado por instituições que buscam oferecer o aprendizado do idioma de forma complementar ao ensino regular tradicional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.