UniCesumar expulsa alunos de medicina após ataques a beneficiários do Prouni e Fies
A instituição aplicou suspensões e desligamentos após sindicância apurar mensagens de cunho discriminatório em grupo de WhatsApp.
Por Redação Diário Local
A UniCesumar, no Paraná, aplicou medidas disciplinares que incluíram o desligamento de estudantes de medicina após uma sindicância interna concluir que houve ataques a beneficiários de programas sociais. A investigação apurou mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp enviadas após o resultado do segundo turno das eleições.
De acordo com a instituição, as sanções foram aplicadas com base na gravidade de cada conduta, abrangendo advertências, suspensões e expulsões do quadro discente. A faculdade não informou o número exato de alunos punidos nem divulgou a identificação dos envolvidos.
As mensagens investigadas continham ataques direcionados a alunos que utilizam o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O conteúdo incluía comentários depreciativos sobre a condição financeira dos bolsistas e mensagens com teor nazista.
Em uma das mensagens citadas, os estudantes faziam comparações entre quem possui renda alta e quem ingressou no ensino superior por meio de exames de avaliação. O teor das conversas também incluiu provocações relacionadas ao cenário político do país.
A denúncia que originou o caso foi levada ao Ministério Público Federal (MPF) para que as providências legais sejam tomadas. A investigação interna da universidade buscou apurar o alcance das mensagens e a responsabilidade de cada integrante do grupo.
Em nota oficial, a UniCesumar afirmou que reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e o respeito aos valores que orientam a formação de seus estudantes. A instituição declarou que repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito.
O caso ocorre em um contexto de apuração de condutas disciplinares dentro do ambiente acadêmico paranaense. A universidade manteve o foco na aplicação do regimento interno para tratar de comportamentos que ferem as normas da instituição.
Até o momento, o Ministério Público Federal não informou sobre o andamento de possíveis procedimentos investigativos decorrentes da denúncia apresentada pelos estudantes.
