Renato Cariani afirma ser vítima de fraude após pedido de condenação pelo Ministério Público
Empresário e influenciador afirmou em vídeo que foi indiciado por ser sócio de indústria química que sofreu fraude.
Por Redação Diário Local
O influenciador e empresário fitness Renato Cariani publicou um vídeo nesta quinta-feira (30) para declarar inocência após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedir sua condenação ao Tribunal de Justiça do estado. Cariani sustenta que é vítima de uma fraude ocorrida em uma indústria química da qual era sócio.
No registro publicado nas redes sociais, o empresário afirmou que sua responsabilização no processo decorre apenas do fato de ser um dos proprietários da companhia. “Essa fraude se tornou um processo porque eu sou um dos donos da empresa. Então, tudo que acontece nela, automaticamente eu sou responsabilizado”, declarou.
Cariani disse estar em situação estável e afirmou confiar na Justiça e no trabalho de sua defesa. O empresário, que atualmente responde ao processo em liberdade, afirmou que aguarda o desfecho do caso.
O pedido de condenação do Ministério Público
A denúncia apresentada pelo MPSP sustenta que o réu integra um esquema de desvio de insumos químicos. Segundo o órgão, o grupo teria produzido, vendido e fornecido, de forma irregular, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas, como cocaína e crack.
O Ministério Público imputa a Cariani os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A acusação indica ainda que houve dissimulação de valores para converter aproximadamente R$ 2,5 milhões em ativos lícitos, por meio de depósitos em espécie realizados por meio de terceiros.
O MPSP também apontou que o influenciador mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba, o que supostamente poderia ter favorecido Cariani durante as investigações.
Histórico da Operação Hinsberg
O caso teve início em dezembro de 2023, durante a Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Na ocasião, Cariani e os empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira foram presos por envolvimento em um esquema de desvio de insumos da empresa Anidrol para o mercado ilícito.
A investigação também apurou a ocorrência de fraudes em registros fiscais e falsidade ideológica. Caso as condenações solicitadas pelo Ministério Público sejam acatadas, as penas para os réus podem variar entre 16 e 51 anos de prisão, além do pagamento de multas.
