Ações do banco Santander caem cerca de 5% após resultado de eleições no Brasil
Desvalorização do banco espanhol reflete preocupação de investidores com o cenário fiscal e taxa Selic após vitória de Lula
Por Redação Diário Local
As ações do banco espanhol Santander registraram queda de cerca de 5% após o resultado das eleições presidenciais no Brasil. O movimento colocou a instituição com o pior desempenho entre seus pares na Europa.
A desvalorização reflete o temor de investidores em relação às perspectivas fiscais brasileiras e ao risco de a taxa Selic (juros básicos) permanecer em patamares elevados por um período prolongado. Esse cenário pode comprometer a qualidade dos ativos bancários no país.
O Brasil representa uma fatia relevante para o banco espanhol, sendo responsável por aproximadamente 15% dos lucros globais da instituição. Caso as perdas atuais se mantenham, o Santander poderá registrar seu pior dia de negociação desde março de 2026.
O que influencia o mercado?
Em nota, o banco Citi afirmou que, após os resultados das eleições, o foco do mercado deve se deslocar para as projeções fiscais do governo brasileiro. A instituição destacou que o cenário de incerteza impacta diretamente a confiança dos investidores.
Segundo a análise do Citi, a possibilidade de a taxa Selic continuar alta pode atrasar o processo de normalização da qualidade dos ativos das instituições financeiras que operam no Brasil. O ajuste da taxa de juros é um fator determinante para o balanço dos bancos.
Impacto em outras multinacionais
A queda do Santander não foi um evento isolado no mercado financeiro. Outras multinacionais com forte exposição econômica ao mercado brasileiro também registraram baixas após o processo eleitoral.
Entre as empresas que apresentaram desvalorização, estão o Carrefour e a Heineken, além de outras companhias como Edenred, Pluxee e Anheuser-Busch InBev. Os recuos dessas empresas variaram entre 0,8% e 3%.
O movimento de baixa em múltiplos setores evidencia a sensibilidade dos investidores internacionais às mudanças de cenário político e econômico em economias emergentes como a brasileira.
