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Economia

Adidas enfrenta desafio para provar retorno de US$ 1 bilhão gasto em marketing na Copa do Mundo

Com gastos massivos em publicidade e uniformes, gigante esportiva aguarda resultados trimestrais para validar estratégia de marca.

Por Redação Diário Local

A Adidas enfrenta o desafio de demonstrar que o investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão em marketing para a Copa do Mundo gerou benefícios duradouros para a companhia. Os investidores buscam sinais de que as campanhas massivas conseguiram manter o impulso da marca nos resultados trimestrais que serão divulgados no fim deste mês.

A estratégia de publicidade incluiu o fornecimento de uniformes para 14 seleções nacionais, a realização de eventos para torcedores e campanhas de grande escala com nomes como o jogador Lionel Messi e o ator Timothée Chalamet. O presidente-executivo da empresa, Bjørn Gulden, defendeu o aumento de 30% nas despesas com marketing e pontos de venda, argumentando que o gasto visa o futuro da marca e não apenas o período do evento.

Expectativas de mercado e vendas

Analistas do Deutsche Bank projetam que o investimento pode funcionar como um trampolim para reconstruir a relevância global da Adidas. De acordo com o banco, estima-se que entre € 250 milhões e € 350 milhões em vendas relacionadas à Copa do Mundo ainda sejam contabilizados nos resultados do terceiro trimestre da companhia.

A Morningstar também apresentou uma visão favorável, indicando que os gastos com marketing são uma despesa útil para sustentar o lançamento de novos produtos e fortalecer a imagem da empresa. A companhia já havia observado, em balanço de julho, que os níveis de gastos devem retornar à normalidade no segundo semestre do ano.

Comportamento do consumidor

Apesar do esforço publicitário, o impacto no interesse direto dos consumidores apresentou oscilações. Dados da consultoria Morning Consult mostram que, nos Estados Unidos, o interesse pela marca subiu durante o torneio, mas retornou aos patamares anteriores logo em seguida.

O efeito do marketing foi mais evidente entre o público masculino, onde a avaliação positiva e a intenção de compra aumentaram modestamente e permaneceram elevadas até setembro. Já entre o público feminino, a avaliação positiva teve queda durante o torneio e a intenção de compra apresentou leve recuo ao longo do período analisado.

Cenário de concorrência

O setor de artigos esportivos vive um momento de diversificação de forças. Além da disputa direta com a Nike, as marcas tradicionais agora enfrentam a ascensão de empresas como Kane, Hoka e Lululemon, que têm conquistado participação de mercado.

Especialistas apontam que o desafio para essas gigantes envolve também o alcance de novas gerações, como a Geração Alpha e os mais jovens da Geração Z, que possuem alto poder de influência nas tendências de consumo atuais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.