Anac endurece regras em Congonhas para combater mercado paralelo de slots de aviação
Nova norma exige que operadores de aviação geral tenham provedor de serviços de base fixa para evitar revenda irregular de horários de pouso e decolagem.
Por Redação Diário Local
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) endureceu as regras para a alocação de horários de pousos e decolagens da aviação geral no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida visa combater a suspeita de que empresas estariam adquirindo slots para revenda em um mercado paralelo.
A nova norma, que já foi publicada no Diário Oficial da União, foi anunciada pela autarquia nesta sexta-feira (16). O foco é impedir o comércio irregular de horários destinados a operações de jatos executivos, táxi aéreo e ambulâncias aéreas.
Para evitar o mercado paralelo, os operadores de aviação geral agora possuem um novo requisito: é obrigatório contar com um provedor de serviços de base fixa (FBO, na sigla em inglês) antes de solicitar os horários de operação. A iniciativa conta com o apoio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
Segundo a Anac, a mudança ocorre após a identificação de indícios de que espaços de pouso e decolagem estavam sendo negociados fora dos canais oficiais. A regra busca garantir que os horários sejam utilizados estritamente para fins operacionais legítimos.
Fiscalização e impacto nas operações
O presidente da Anac, Tiago Faierstein, afirmou que a agência vai acompanhar e fiscalizar de perto o processo para acabar com o comércio de slots. A ideia é assegurar que a regulação seja cumprida integralmente no aeroporto paulista.
Faierstein explicou que, na prática, as novas regras impõem restrições ao uso de Congonhas pela aviação geral. Isso acontece porque o novo modelo exige um nível maior de planejamento por parte das empresas.
Com a mudança, os operadores precisam comprovar, de forma prévia, que possuem a estrutura necessária para realizar cada operação solicitada. O objetivo é trazer mais transparência e organização ao fluxo de aeronaves no terminal.
Procurada sobre a decisão da agência reguladora, a Aena, empresa responsável pela administração do Aeroporto de Congonhas, não quis comentar o caso.
