XP reitera recomendação de compra para ações da Axia Energia com preço-alvo de R$ 74,50
Analistas da XP preveem volatilidade no terceiro trimestre, mas mantêm visão positiva para o longo prazo da companhia.
Por Redação Diário Local
A XP Investimentos reiterou a recomendação de compra para as ações da Axia Energia (AXIA3), mantendo o preço-alvo de R$ 74,50. A análise projeta uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11,8% e estimativas de dividend yields de 11% para 2026 e 14% para 2027.
Apesar do cenário positivo para o longo prazo, os analistas da instituição alertam que a companhia deve enfrentar um terceiro trimestre mais desafiador. O período é descrito como uma possível "tempestade antes da calmaria", podendo gerar pressão sobre as ações antes da divulgação dos resultados.
Essa expectativa de volatilidade ocorre devido a comparações desfavoráveis no terceiro trimestre e a frustrações recentes com os preços spot. Além disso, os efeitos ainda imprevisíveis do fenômeno El Niño adicionam camadas de incerteza ao desempenho da companhia no curto prazo.
O desempenho das ações da Axia no segundo trimestre já refletiu revisões negativas de resultados. A expectativa do mercado é que ocorram novas revisões para baixo no terceiro trimestre, o que pode influenciar o comportamento do papel de forma baixista.
Por que o curto prazo pode ser tenso?
De acordo com a XP, as dinâmicas de curto prazo podem ofuscar os fundamentos de longo prazo da empresa, como ocorre em outras teses de commodities. Eventos passageiros tendem a esconder os determinantes reais que sustentam o valor do negócio.
A instituição reforça que, mesmo diante de movimentos de fraqueza nas ações causados por revisões de resultados, a recomendação permanece de compra. O foco dos analistas está na recuperação dos fundamentos após a turbulência imediata.
Qual é a tese de longo prazo?
Para os economistas da XP, o valor atual das ações ainda não reflete a capacidade hidrelétrica flexível oferecida pela Axia. A tese de investimento acredita que o mercado irá convergir para os fundamentos reais da empresa conforme o sistema elétrico evolua.
Com a evolução do sistema e a necessidade de preencher lacunas em picos de demanda, a tendência é que os custos marginais cresçam. Essa dinâmica traria um benefício claro para as hidrelétricas flexíveis da companhia, fortalecendo sua posição estratégica.
A análise aponta que, mesmo em um cenário de avanço acelerado do uso de baterias, os preços seriam superiores aos valores atualmente implícitos na formação das ações da Axia. Dessa forma, a estrutura de ativos da empresa continua sendo vista como um diferencial competitivo.
