Dólar opera com estabilidade nesta sexta-feira (18) antes de leilões do Banco Central
Câmbio apresenta variação mínima enquanto investidores acompanham dados eleitorais e aguardam leilões do Banco Central.
Por Redação Diário Local
O dólar à vista operava com estabilidade diante do real nesta sexta-feira (18). O mercado monitora os efeitos de uma nova pesquisa eleitoral e aguarda a realização de dois leilões cambiais extraordinários do Banco Central, que somam US$ 1 bilhão, para dar liquidez ao setor.
Às 9h10 desta sexta-feira (18), a moeda norte-americana registrava recuo de 0,05%, cotada a R$ 5,136 na venda. Já no mercado futuro, o dólar para outubro — o contrato mais negociado na B3 — apresentava alta de 0,16%, operando a R$ 5,148.
O desempenho do câmbio ocorre após o dólar à vista encerrar a sessão de quinta-feira (18) com queda de 0,25%, fechando aos R$ 5,1392. No cenário externo, a moeda dos Estados Unidos apresenta tendência de alta frente a outras divisas fortes.
Na agenda do Banco Central (BC), dois leilões de linha estão programados para as 10h30 desta sexta-feira (18). As operações consistem na venda de dólares com compromisso de recompra e têm o objetivo de garantir liquidez ao mercado à vista.
Ainda hoje, às 11h30, o BC deve realizar o leilão regular de rolagem de swap cambial. A oferta prevista é de 50.000 contratos, com vencimento para o dia 1º de outubro.
O cenário econômico também é influenciado por decisões recentes do governo federal. Na quinta-feira (18), foi assinado um decreto que estabelece um reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, com vigência a partir de outubro.
O anúncio do reajuste no programa social aconteceu a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Segundo o mercado, o movimento gerou repercussão negativa nos indicadores financeiros.
Além das medidas fiscais, investidores acompanham os dados de uma pesquisa eleitoral divulgada na véspera. O levantamento indicou a manutenção da vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.
