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Agronegócio

Bactéria isolada no Brasil reduz em 67,8% população de nematoide na soja

Estudo da Síntese Agro Science mostra que microrganismo SB005 tem eficácia comparável a produtos químicos e favorece raízes.

Por Redação Diário Local

Uma bactéria isolada de folhas de soja cultivadas no Brasil reduziu em 67,8% a população do nematoide das galhas (Meloidogyne javanica), segundo estudo da Síntese Agro Science publicado na revista científica Process Biochemistry.

O microrganismo, identificado como “SB005”, apresentou eficácia estatisticamente comparável à de produtos químicos utilizados como referência nos experimentos. Além da redução da população do parasita, o tratamento das sementes com a cepa favoreceu o desenvolvimento das raízes da soja em testes conduzidos em solo e em areia.

Como funciona o novo método de produção?

A pesquisa avançou na etapa de produção do microrganismo por meio de um processo de fermentação que utiliza a “milhocina”, um subproduto agroindustrial de baixo custo, como substrato para a multiplicação da bactéria. O método foi validado inicialmente em escala de bancada e, posteriormente, em biorreatores com capacidade de até 100 litros.

Segundo a Síntese Agro Science, o domínio técnico sobre a produção em escala é o que permite transformar a descoberta científica em uma tecnologia com potencial de aplicação comercial no campo. O objetivo é gerar soluções rentáveis e aplicáveis à rotina agrícola.

Impacto dos nematoides na soja

Os nematoides das galhas são parasitas microscópicos que atacam o sistema radicular das plantas. A infestação pode comprometer a absorção de água e nutrientes, resultando em manchas na lavoura, conhecidas como reboleiras, com plantas de menor desenvolvimento e folhas amareladas.

De acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), as perdas causadas por nematoides na cultura da soja no Brasil chegam a R$ 16,2 bilhões por ano.

Crescimento do mercado de bioinsumos

O uso de soluções biológicas para o controle desses parasitas tem crescido no setor. Dados da CropLife Brasil indicam que a área tratada com bioinsumos alcançou 46 milhões de hectares no primeiro semestre de 2026, o que representa uma alta de 18,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O mercado brasileiro de produtos biológicos movimentou R$ 1,8 bilhão entre janeiro e junho deste ano. Nesse cenário, a Síntese Agro Science projeta um crescimento de 50% em seu faturamento nesta safra e investe R$ 90 milhões na construção de um novo parque tecnológico em Maringá, com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2027.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.