Diário Local
Economia

B3 aciona circuit breaker após queda de 10% na Bolsa com resultado das eleições

A B3 suspendeu as operações por 30 minutos após queda de 10% dos ativos em reação ao resultado do segundo turno das eleições.

Por Redação Diário Local

A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker nesta segunda-feira (26), após os ativos registrarem uma queda de 10% em relação ao fechamento anterior. A interrupção ocorre em reação ao resultado das eleições presidenciais ocorridas neste domingo (25), que consagrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a B3, a suspensão de 30 minutos afeta a negociação de ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs. A medida acontece após o mercado reagir ao fato de Luiz Inácio Lula da Silva ter obtido 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Agentes financeiros sinalizaram que o mercado estava posicionado para uma vitória de Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno. Investidores projetavam que uma mudança na gestão de Brasília poderia resultar em melhora nas contas públicas do país.

Como funciona o circuit breaker?

O mecanismo, que funciona como uma "quebra de circuito", serve para interromper as negociações quando ocorrem oscilações bruscas, permitindo que os investidores se acalmem e o mercado retome as operações com mais equilíbrio. No caso atual, a interrupção inicial é de 30 minutos.

De acordo com as regras da B3, o sistema possui estágios de proteção. Se, após a primeira volta das operações, a queda atingir 15%, a negociação é interrompida novamente, mas desta vez por 1 hora.

Caso o recuo chegue a 20% em relação ao pregão anterior, a B3 pode determinar uma suspensão por período indeterminado, com a retomada ocorrendo, geralmente, apenas no dia seguinte. A operadora da Bolsa deve comunicar os horários de reabertura aos participantes.

Impacto nos contratos futuros

No mercado futuro, a B3 também alterou os limites de oscilação. Foram ampliados dois limites inferiores para os contratos do Ibovespa, subindo de 10% para 15% antes da abertura e, após o início dos negócios, o piso foi elevado para 20%. A decisão também abrange os mini contratos futuros do índice.

Por volta das 10h10, o contrato com vencimento em 16 de dezembro registrava queda de 16,74%, operando a 173.260 pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.