Brasil é parceiro estratégico do Japão para suprimento de terras raras, diz embaixador
Embaixador japonês destaca posição estratégica do Brasil como segunda maior reserva mundial de minerais críticos após a China.
Por Redação Diário Local
O Brasil consolidou sua posição estratégica para o Japão no setor de minerais críticos, especialmente no mercado de terras raras. O embaixador japonês no Brasil, Yasushi Noguchi, afirmou que o país é atualmente a segunda maior potência mundial em reservas desse material, ficando atrás apenas da China.
A cooperação entre as duas nações tem como objetivo central fortalecer a segurança econômica de ambos os lados. Segundo o embaixador, o Japão possui como prioridade reduzir a dependência de minerais essenciais importados de fornecedores chineses, o que torna o mercado brasileiro altamente atrativo.
No momento, empresas japonesas já mantêm colaborações com companhias brasileiras para o desenvolvimento de minerais críticos. O trabalho conjunto foca em integrar tecnologia para transformar o potencial mineral em produtos com maior valor comercial.
Foco no beneficiamento e valor agregado
O interesse japonês não se concentra apenas na extração de terras raras, mas também no beneficiamento desses minerais em solo brasileiro. O embaixador ressaltou que o objetivo é atender à diretriz do governo brasileiro de criar valor agregado em vez de apenas exportar matéria-prima bruta.
A estratégia busca processar os recursos antes que sejam enviados ao mercado externo, evitando que as terras raras sejam tratadas apenas como commodities. Noguchi destacou que o uso de tecnologia e o suporte de empresas japonesas podem facilitar esse processo de industrialização no Brasil.
Um exemplo prático dessa cooperação ocorre na parceria entre empresas japonesas e a produtora brasileira CBMM, especialista em nióbio. As companhias estão trabalhando juntas no desenvolvimento de baterias de próxima geração que utilizam o nióbio produzido no país.
Para o embaixador, o modelo de parceria visa construir uma cadeia produtiva mais completa. Ele afirmou que o Japão está disposto a ajudar e facilitar a evolução tecnológica brasileira por meio dessa integração de recursos e conhecimento.
