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Economia

Caixa registra lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre e tem alta de 5,9%

Resultado do banco estatal foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, que atingiu R$ 1,45 trilhão.

Por Redação Diário Local

A Caixa registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, um resultado 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O dado foi divulgado pela administração do banco estatal em relatório nesta quarta-feira (26).

O desempenho positivo foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, que encerrou o trimestre em R$ 1,45 trilhão. O montante representa uma alta de 11,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além do crescimento nos empréstimos, o banco destacou que o resultado foi acompanhado pela captação de recursos e pelas receitas provenientes da prestação de serviços. Esses fatores contribuíram para o balanço do segundo trimestre.

Como está a divisão da carteira de crédito?

O setor imobiliário segue como o principal motor da instituição, com uma carteira que atingiu R$ 1,01 trilhão. O valor representa um avanço de 15,0% na base anual da companhia.

Os demais segmentos de crédito também apresentaram volumes expressivos. A carteira comercial totalizou R$ 270,4 bilhões, enquanto a de infraestrutura somou R$ 110,5 bilhões. Já o agronegócio registrou R$ 62,3 bilhões em crédito concedido.

Inadimplência e provisões de risco

No que diz respeito aos indicadores de risco, o índice de inadimplência acima de 90 dias apresentou elevação. O índice subiu 0,98 ponto percentual em relação a um ano antes, fechando em 3,64%.

Para lidar com o risco de crédito, a provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 7 bilhões. O montante destinado a essa finalidade teve um avanço de 97,6% na comparação anual.

O Índice de Basileia, que mede a relação entre o capital e o risco das operações, ficou em 15,5%. No segundo trimestre de 2025, o índice registrado pelo banco estatal era de 16%.

Em relação às perspectivas futuras, a instituição sinalizou cautela. Segundo o relatório, o ambiente para 2027 tornou-se mais desafiador, o que motivou uma revisão parcial nas preferências setoriais do banco.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.