Acordo de R$ 1,1 bilhão do BID pode atrair investimentos japoneses para o Espírito Santo
Operação de seguro de crédito para financiamento do BID pode abrir portas para empresas do Japão na economia capixaba.
Por Redação Diário Local
Uma operação de seguro de crédito para um financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ao Espírito Santo pode servir como porta de entrada para investimentos de empresas japonesas na economia capixaba. A agência estatal Nippon Export and Investment Insurance (Nexi) deve garantir que o empréstimo de US$ 216,8 milhões (R$ 1,1 bilhão) feito pelo BID ao estado esteja coberto em caso de inadimplência.
A iniciativa faz parte de uma estratégia de aproximação do Japão com o mercado da América Latina. O objetivo é permitir que o país asiático conheça melhor o funcionamento econômico da região, um processo que já conta com o suporte constante do consulado japonês.
O financiamento em questão é destinado ao Programa Eficiência Logística do Espírito Santo, que foi aprovado pelo Senado em agosto de 2021. O crédito possui uma previsão de pagamento de 276 meses (23 anos), conforme o planejamento original da operação.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento, o programa foca na realização de obras em rodovias que apresentam condições de manutenção precárias. A meta é reduzir custos de transporte, melhorar a logística, aumentar a integração regional e elevar a segurança do trânsito na malha rodoviária.
Segundo o governo do Espírito Santo, o programa tem potencial para gerar empregos em curto prazo, tanto em empresas de engenharia e consultoria quanto nos setores rural e urbano. A melhoria na infraestrutura deve facilitar o acesso a matérias-primas e o escoamento de produtos para os mercados consumidores.
Possíveis investimentos japoneses
A movimentação econômica pode atrair o interesse de empresas do mercado asiático para setores estratégicos do estado. O consultor empresarial Durval Vieira de Freitas aponta que é provável que o Japão tenha interesse no mercado capixaba, citando como exemplo a atuação histórica da empresa Kawasaki Steel, responsável pela construção do Complexo de Tubarão, da Vale.
Entre as possibilidades de novos negócios, destaca-se o interesse de empresas japonesas no Laminador de Tiras a Frio (LTF) da ArcelorMittal Tubarão, que integra os planos de investimento da siderúrgica.
Enquanto a aproximação com a América Latina avança, equipes econômicas atuam para ampliar a cooperação entre as duas nações, utilizando operações de crédito como um elo para o desenvolvimento de novas relações comerciais.
