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Investigação

TCE-RJ investiga contratos da Cedae que somam R$ 3 bilhões desde 2025

Tribunal de Contas fiscaliza licitações de obras como o Novo Guandu e a estação de tratamento de Ribeirão das Lajes.

Por Redação Diário Local

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) investiga, desde 2025, licitações da Cedae que somam mais de R$ 3 bilhões. A lista de contratos sob fiscalização inclui grandes projetos da estatal, como as obras do Novo Guandu, estimadas em R$ 1,7 bilhão, e a construção da Estação de Tratamento de Água de Ribeirão das Lajes, de cerca de R$ 1 bilhão.

A fiscalização ocorre em um momento de auditoria do governo do estado, que também analisa vínculos com o Instituto Rio Metrópole (IRM). O instituto foi alvo da Operação Ouroboros, deflagrada em 9 de julho (09), que resultou na prisão de dirigentes investigados por suspeitas de corrupção e fraudes em contratos públicos.

Entre os presos estão Davi Perini Vermelho e Mauricio Knoploch dos Santos, que assinaram, pelo Rio Metrópole, um convênio de R$ 213 milhões firmado com a Cedae em novembro de 2025.

Quais empresas estão sob investigação?

A auditoria estadual examina conexões entre a Cedae e empresas envolvidas nas apurações do IRM. A Engeconsult, contratada para gerenciar e supervisionar o Programa Novo Guandu, teve seu contrato inicial de R$ 22,4 milhões alterado por aditivos. Segundo a auditoria, um acordo entre a Engeconsult e o instituto teria saltado de R$ 20 milhões para quase R$ 60 milhões, em um ajuste classificado como um emaranhado pouco compreensível.

A Construverde também está no foco das investigações, com presença em oito contratos que totalizam cerca de R$ 427 milhões. Quatro desses contratos, que somam mais de R$ 355 milhões, já integram o pente-fino do governo estadual. A empresa continuou recebendo contratos mesmo após sofrer multa administrativa da própria Cedae.

Outro ponto de atenção é a Essencio Ambiental, que possui contratos para o monitoramento das bacias do Guandu e do Guapiaçu-Macacu. Um desses contratos, no valor de R$ 143 milhões, foi levado ao TCE-RJ e está sob investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Contratos em Nova Iguaçu e gestão interna

A fiscalização também abrange um contrato de R$ 280 milhões com o Consórcio Águas do Rio D’Ouro, formado pelas empresas Construtora R2X e Enfil S/A Controle Ambiental. O ajuste é para a construção de uma estação de tratamento de água em Nova Iguaçu, assinado em maio de 2025, com prazo de cerca de três anos.

Grande parte dessas contratações passou por áreas sob responsabilidade de diretores da estatal. Humberto de Mello Filho, diretor Técnico e de Projetos, atua na área de engenharia desde 2015, sendo responsável por projetos, custos e fiscalização de obras. Marco Aurélio Damato Porto, que integra a diretoria desde 2021, responde pela área de Desenvolvimento das Cidades, que cuida de operações e contratos em municípios do interior.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.