Cedae destina R$ 300 milhões para obras após registrar lucro de R$ 219 milhões
Empresa aprovou investimentos em reservatórios e estações de tratamento após registrar lucro líquido de R$ 219 milhões em 2025.
Por Redação Diário Local
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) aprovou a destinação de cerca de R$ 300 milhões para a realização de obras de infraestrutura após registrar um lucro líquido de R$ 219,3 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.
A decisão foi tomada em assembleia geral realizada em 24 de julho e publicada no Diário Oficial em 20 de agosto. O montante para investimentos será proveniente da capitalização de lucros remanescentes e de uma reserva de expansão prevista no estatuto social da companhia.
Para onde vão os investimentos?
A reserva de investimentos da estatal priorizará três grandes frentes operacionais. O plano inclui a recuperação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, com orçamento de R$ 150 milhões, e a transposição e proteção da tomada de água do Rio Guandu, orçada em R$ 100 milhões.
O terceiro eixo de aplicação dos recursos será destinado a melhorias na ETA Laranjal, com previsão de R$ 50 milhões. Com a incorporação de R$ 156,3 milhões ao patrimônio, o capital social da Cedae subiu de R$ 4,75 bilhões para R$ 4,91 bilhões.
Distribuição de dividendos
Do lucro líquido apurado, R$ 52,1 milhões foram destinados ao pagamento de dividendos obrigatórios. O Estado do Rio de Janeiro, que detém o controle de mais de dois terços das ações com direito a voto, receberá R$ 52,1 milhões desse montante. Os acionistas minoritários dividirão o valor residual de R$ 206,25.
De acordo com a deliberação da assembleia, os proventos serão integralmente pagos até o dia 31 de dezembro. Além disso, R$ 10,9 milhões foram destinados à constituição da Reserva Legal da companhia.
Remuneração da diretoria
Extratos das Notas Explicativas das Demonstrações Financeiras do processo SEI nº 150017/005246/2026 indicam que a remuneração paga ao pessoal-chave da administração e governança — o que inclui diretores, conselheiros e membros do Comitê de Auditoria — somou R$ 19,33 milhões em 2025.
O valor representa um aumento em relação ao exercício de 2024, quando os registros apontavam R$ 10,6 milhões. A composição dos gastos com a cúpula em 2025 incluiu R$ 17,5 milhões em salários e encargos, R$ 678 mil em assistência médica e R$ 232 mil em planos de aposentadoria e pensão.
