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Espírito Santo

Cocada com pimenta-do-reino vira alternativa de renda para produtores de Jaguaré no Espírito Santo

Combinação de sabor inusitada ajuda a diversificar a receita de famílias que cultivam café e pimenta no Norte capixaba

Por Redação Diário Local

A combinação de cocada com pimenta-do-reino tem se tornado uma alternativa para aumentar a renda de famílias de produtores rurais em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo. O uso da especiaria em doces busca agregar valor ao cultivo e diversificar os ganhos das propriedades que também trabalham com o café.

A iniciativa de criar um produto diferenciado partiu da produtora Poliane Silva. Após atuar no serviço público por 18 anos, ela passou a auxiliar o companheiro nas atividades rurais há cerca de um ano e meio e decidiu buscar inovação para a produção da família.

O principal desafio para a criação do doce foi encontrar o equilíbrio entre o sabor doce e o ardor característico da especiaria. Após passar por várias receitas, Poliane desenvolveu um produto onde a pimenta aparece de forma gradual, sem tornar o doce excessivamente ardido.

O papel da pimenta na economia rural

Em Jaguaré, a pimenta-do-reino divide espaço com o cultivo de café. Para o produtor Jarbas Nicoli, que cultiva a especiaria há mais de cinco décadas em uma área de 80 hectares, a cultura funciona como um suporte financeiro importante para a propriedade.

A pimenta permite uma distribuição de receita ao longo do ano, já que pode apresentar uma colheita principal e outras duas menores. Além disso, a possibilidade de armazenar a mercadoria permite que o produtor aguarde momentos mais favoráveis para realizar a venda.

Jarbas destaca que o cultivo ajuda a equilibrar as contas da família, funcionando de forma complementar à produção cafeeira. No entanto, o setor enfrenta desafios como doenças que podem atingir as plantas e a dificuldade de encontrar mão de obra para o período de colheita.

Expectativa de crescimento em Jaguaré

Jaguaré ocupa a posição de segundo maior município produtor de pimenta-do-reino do Espírito Santo, ficando atrás apenas de São Mateus. O município produziu aproximadamente 10 mil toneladas do produto em 2025, e a meta é atingir 15 mil toneladas em 2026.

Segundo o secretário de Agricultura de Jaguaré, Jefferson Reinaldo de Oliveira, a cultura é essencial para a diversificação agrícola. Ele afirma que a rentabilidade da pimenta pode ser superior à do café conilon quando calculada por hectare.

Apesar do cenário positivo, o setor monitora os riscos climáticos. O excesso de chuvas, como o ocorrido em 2023, e as altas temperaturas — acima de 35°C durante a florada — são fatores que podem comprometer a produtividade das lavouras no estado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.