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Economia

CPFL Energia avalia emissão de panda bonds para financiar R$ 30 bilhões em investimentos

Empresa planeja investimentos de R$ 30 bilhões em cinco anos e estuda títulos emitidos na China em yuans como alternativa ao crédito em dólar.

Por Redação Diário Local

A CPFL Energia estuda a possibilidade de emitir "panda bonds" para custear seu plano de investimentos, estimado em R$ 30 bilhões para os próximos cinco anos. Os títulos, denominados como dívidas corporativas emitidas na China em yuans, surgem como uma alternativa ao tradicional mercado de crédito externo em dólares.

O CEO do grupo, Gustavo Estrella, afirmou que a companhia analisa tanto a opção dos títulos chineses quanto a emissão de bonds internacionais. Segundo o executivo, o uso de instrumentos estrangeiros é viabilizado pelo fato de o grupo ser classificado com "grau de investimento" pelas principais agências de risco, o que facilita o acesso ao mercado de capitais.

Apesar da possibilidade dos "panda bonds", Estrella destacou que a empresa pode preferir o caminho dos bonds internacionais em condições favoráveis de mercado. O motivo seria a busca por prazos de pagamento mais longos, característica que os títulos chineses, de prazos menores, podem não atender integralmente no momento.

Apoio da controladora chinesa

A CPFL é controlada pela State Grid, considerada a maior empresa de energia do mundo. De acordo com o CEO, o controle exercido pela gigante chinesa é um benefício estratégico que garante apoio às operações da companhia brasileira e uma visão de longo prazo, mesmo diante de cenários de juros elevados.

O executivo pontuou que a relação entre a controladora e a CPFL atravessa períodos de desafios econômicos, mas mantém a estabilidade para investimentos futuros. Esse respaldo é fundamental para o planejamento de expansão que prevê aportes bilionários até o fim do ciclo de cinco anos.

Diferenças na estratégia de transmissão

Embora pertençam ao mesmo grupo, a State Grid e a CPFL adotam táticas distintas nos leilões de transmissão de energia. Enquanto a controladora chinesa foca em projetos de grande escala, a CPFL monitora ativos que sigam uma "estratégia de nicho".

O objetivo da empresa brasileira é adquirir ativos que apresentem sinergia com suas operações já existentes de distribuição ou com suas linhas de transmissão atuais. Essa busca por complementariedade visa otimizar o uso da infraestrutura da companhia.

Participação em novos leilões

A CPFL confirmou que pretende participar do próximo leilão de transmissão de energia no setor. O CEO reforçou que a empresa atua como investidora de transmissão com recorrência no mercado brasileiro.

No momento, o grupo realiza avaliações internas para decidir em quais lotes específicos apresentará ofertas. A definição dos ativos será baseada no alinhamento com a estratégia de nicho e na viabilidade financeira dos projetos avaliados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.