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China

Banco Mundial projeta desaceleração do crescimento econômico da China para 4,4% em 2026

Projeção aponta que ajuste no setor imobiliário e cautela dos consumidores podem impactar a economia chinesa nos próximos anos

Por Diário Local

O Banco Mundial projetou, nesta terça-feira, que o crescimento econômico da China deve desacelerar para 4,4% em 2026 e para 4,3% em 2027. A previsão ocorre devido ao processo de ajuste do setor imobiliário frente à menor demanda por moradias e à postura cautelosa dos consumidores no país.

A instituição indicou que o cenário econômico chinês passa por um momento de transição. A desaceleração nos índices de crescimento reflete diretamente a instabilidade no mercado de propriedades e o comportamento de consumo local.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Banco Mundial, os riscos para as perspectivas de crescimento da China estão atualmente equilibrados. No entanto, a evolução do mercado de imóveis é o principal fator de monitoramento para o futuro da economia.

A organização alerta que a profundidade do ajuste no mercado imobiliário pode determinar a velocidade da economia chinesa. Se o setor de imóveis apresentar uma retração ainda mais acentuada, as consequências podem se estender para outros pilares.

Quais são os riscos para a economia chinesa?

Uma desaceleração mais intensa no setor de moradias tem o potencial de agravar as pressões sobre os gastos dos consumidores. O recuo no setor imobiliário impacta diretamente o poder de decisão e o consumo das famílias.

Além do consumo, o Banco Mundial destacou que o cenário pode afetar os investimentos no próprio setor imobiliário. A queda na atividade gera um efeito cascata em áreas que dependem da dinâmica de construção e vendas.

O comunicado aponta que setores relacionados ao mercado de propriedades também podem sofrer com a falta de novos investimentos. A retração em um segmento acaba pressionando toda a cadeia produtiva e econômica do país.

O movimento reflete um período de reestruturação interna na China, onde a demanda por novos imóveis apresenta sinais de esvaziamento. A cautela dos investidores e dos cidadãos complementa a tendência de desaceleração projetada para os próximos anos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.