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Economia

Crise no STF gera instabilidade e prejudica economia, afirma ministro Dario Durigan

O ministro da Fazenda criticou a instabilidade gerada pelo Judiciário e defendeu o compromisso com a responsabilidade fiscal.

Por Redação Diário Local

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a economia brasileira e gera instabilidade no país. Segundo o ministro, o cenário atual provoca imprevisibilidade e compromete a credibilidade do Brasil perante investidores estrangeiros.

Durante entrevista, Durigan defendeu que o Poder Judiciário precisa atuar de forma independente em relação aos poderes Legislativo e Executivo, mas mantendo a harmonia entre as instituições. Ele destacou a importância de o tribunal ganhar mais credibilidade por meio de uma postura transparente.

O ministro sugeriu que a abertura de processos deve ocorrer sem a percepção de escolhas seletivas sobre o que é ou não vazado. Para Durigan, a atuação do Judiciário precisa ser conduzida de forma clara em relação às informações que chegam ao conhecimento público.

Relação com o mercado

Questionado sobre um possível preconceito de setores do mercado contra a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro afirmou que o sentimento de resistência existe por parte de grupos específicos. Durigan declarou que, embora não pretenda trabalhar exclusivamente para atender ao mercado, busca suprir os anseios do setor.

O ministro rebateu a tese de que governos de direita ou centro-direita seriam naturalmente mais responsáveis do que administrações de centro-esquerda. "Não é verdade que um governo de direita ou centro-direita, no caso do Brasil, é mais responsável do que o governo de centro-esquerda. Porque não é", declarou.

Responsabilidade fiscal

Sobre as contas públicas, Durigan reiterou o compromisso com o controle de gastos e a responsabilidade fiscal. Ele pontuou a necessidade de dar atenção ao monitoramento de despesas obrigatórias e de realizar revisões em programas sociais.

O ministro afirmou que pretende aprofundar as medidas de gestão fiscal, mas ressaltou que não fará mudanças bruscas no modelo atual. Segundo ele, os princípios fundamentais do governo serão mantidos durante o processo de ajuste.

A intenção do Ministério da Fazenda é equilibrar o controle de despesas com a manutenção das diretrizes políticas da atual gestão, evitando o que chamou de mudanças repentinas ou sem direção definida.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.